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Lula e Trump falam sobre guerras e terras raras 

Presidente da República, Luíz Inácio Lula da Silva, fala durante coletiva de imprensa após encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidentes se reuniram em Washington. Lula disse que saiu do encontro satisfeito, enquanto Trump classificou a reunião como ‘muito boa’.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (7), na Casa Branca, em Washington. 

Logo após o encontro, que durou cerca de três horas, Trump usou uma rede social para dizer que a reunião foi “muito boa”. Ele também elogiou Lula, chamando o presidente brasileiro de “muito dinâmico”. Segundo o norte-americano, novos encontros devem acontecer em breve.

Já Lula, em entrevista coletiva, disse que saiu do encontro satisfeito e deu detalhes da conversa.  O principal ponto foi retomada e o fortalecimento da relação entre os dois países. O presidente disse que quer que os Estados Unidos vejam o Brasil como um parceiro importante e defendeu uma relação baseada no diálogo e no multilateralismo, em oposição a políticas unilaterais.

Ele propôs a criação de um grupo de trabalho bilateral para tratar de impasses comerciais que envolvem tarifas de importação. Segundo ele, uma proposta deve ser apresentada em 30 dias.

Outro ponto abordado foi o potencial brasileiro na exploração de terras raras e minerais críticos, considerados estratégicos para a economia global. Segundo Lula, o Brasil pretende ampliar o conhecimento sobre o próprio território e avançar na exploração desses recursos de forma planejada. “O Brasil estará aberto para construir parcerias. O que nós não queremos é ser meros exportadores dessas coisas”, disse. “Nós queremos que o Brasil seja o grande criador dessa riqueza que a natureza nos deu.”

Conflitos internacionais também estiverem na pauta. Lula afirmou que defendeu o diálogo como alternativa a intervenções militares, mas que não espera mudanças imediatas na postura de Trump sobre conflitos. “Trump não vai mudar o jeito dele de ser por causa de uma reunião de três horas comigo”, afirmou. “Conversar é muito mais barato, mais eficaz. Não tem vítima, não tem destruição de casa, não tem morte de criança”, completou.

Portal Regiao Oeste

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