Jornalista afirmou ainda que as solteiras votam pior, já que as casadas costumam acompanhar o voto do marido
“Mulher vota estatisticamente mal, principalmente as solteiras, as casadas costumam acompanhar o marido”. Essa foi a análise feita pelo jornalista Paulo Figueredo, um dos principais apoiadores da família Bolsonaro e que faz, inclusive, a ponte entre o clã e o governo de Donald Trump, nos Estados, Unidos, em uma live nas redes sociais.
O jornalista também citou pesquisa, não comprovada, dizendo que se apenas os votos femininos fossem contabilizados, apenas os candidatos do partido democrata seriam eleitos para presidente nos Estados Unidos, salvo a exceção de Ronald Reagan.
O mote para essa crítica foi a divulgação, pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, de um vídeo em que expõe mal tratamento recebido por parte do senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro. Segundo Figueiredo, essa é uma postura feminista.
“O feminismo é um movimento de matriz marxista pós-moderna que carrega consigo ideias como cotas identitárias. […] a ideia de ter cota pra raça, idade, é absolutamente incompatível com o movimento da direita. […] Quando vemos uma presidente do PL transformar isso em uma discussão identitária, ferrou. É justamente uma ideologia marxista”, criticou.
No vídeo, Figueiredo diz ainda que “é sempre a esquerda” quem se sai melhor entre o eleitorado feminino. “O que o PL Mulher tem feito para melhorar essa história? Rosca, zero.”
A fala do aliado acontece em momento em que a campanha de Flávio tem buscado, desde a divulgação dos vídeos de Michelle, uma forma de frear efeitos negativos junto ao eleitorado feminino. Uma das apostas é a indicação de uma mulher como sua vice na chapa presidencial.
Segundo o mais recente Datafolha, o senador é o presidenciável com maior rejeição entre as mulheres: questionadas sobre quais candidatos não votariam de jeito nenhum no primeiro turno da eleição, 53% das eleitoras citaram Flávio. O presidente Lula (PT), seu maior adversário na disputa, foi citado por 40% das mulheres.
O Datafolha mostra também que Lula ganha de Flávio por 52% a 37% no eleitorado feminino em simulação de segundo turno.







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