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Osasco

Moradores de Osasco recebem contas de água de até R$ 73 mil

Foto_SP2_Globo

Casos de cobrança abusiva foram denunciados durante audiência pública, na Câmara Municipal, para debater serviços prestados pela concessionária

Uma conta de água, para um mesmo imóvel em Osasco, que subiu de R$ 33 para R$ 17 mil, sem nenhuma explicação. E outra, em uma segunda residência, que chegou a R$ 76 mil. Esses foram alguns exemplos de cobranças exorbitantes de tarifas pela Sabesp em na cidade.

Os casos foram apresentados durante Audiência Pública sobre o abastecimento de água no município, convocada pela Comissão de Política Urbana e Meio Ambiente da Câmara Municipal. 

O objetivo da audiência foi esclarecer problemas no fornecimento de água e esgoto pela Sabesp na cidade, por conta do crescente número de reclamações sobre a empresa em todo o estado de São Paulo. 

Já as contas foram levadas à tributa pelo vereador Cantor Goleiro (União Brasil), que pediu uma resposta da Sabesp para a situação. “Várias pessoas estão com nome sujo na nossa cidade e a culpa é da Sabesp”, afirmou

Reclamação até do Procon

Os altos valores das contas também foram citados por Edilson Ramos, representante do Procon Osasco, que abordou ainda o crescimento do número de queixas ao órgão. “Desde a metade de 2024, as reclamações sobre a empresa superaram as queixas contra a Enel, antiga campeã de registros no Procon”.

Além disso, as demandas, segundo ele, não são resolvidas: “Temos respostas de apenas 30% das reclamações e os valores altos nas contas acontecem porque não há leitura e o consumo é estimado pela média dos meses anteriores”, completou.

Bronca da Defesa Civil

Já Renato Castanheira, diretor da Defesa Civil em Osasco, lembrou dos recentes casos de rompimento de adutoras na cidade – foram três, em cerca de 60 dias, e alertou sobre os riscos à população. “Uma rua no bairro Helena Maria ficou alagada e precisamos resgatar moradores como se fosse uma enchente”, lembrou.

Para Waldyr Ribeiro, secretário de Obras de Osasco, também falta comunicação entre a Sabesp e o poder público, o que causa inclusive prejuízo aos cofres públicos, como os casos em que a concessionária realiza obras e danifica o asfalto em ruas recém recapeadas.

“A empresa poderia avisar em quais vias irá atuar e recapeamos essas ruas depois das obras. Essa falta de comunicação prejudica o investimento de R$ 180 milhões feito pela prefeitura. E o asfalto reposto pela Sabesp é pior”, disse o secretário.

Ao final da audiência, Tais Schoueri, do setor de Relações Institucionais da Sabesp, prometeu encaminhamento dessas reclamações: “A audiência deu um bom panorama sobre os problemas e vamos responder todos os questionamentos”.

Fabiano Cunha, diretor da Sabesp em Pinheiros, endossou a fala da colega de empresa: “Tragam as reclamações e iremos resolver. Um dos nossos principais focos é evitar o desperdício na distribuição de água”.

Portal Regiao Oeste

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