Já o presidente Lula afirmou esperar que norte-americanos voltem a ‘conversar’ para que a relação volte à ‘normalidade’
Os desdobramentos da prisão em solo norte-americano – e posterior soltura – do ex-deputado federal foragido Alexandre Ramagem seguem causando tensão entre as relações diplomáticas do Brasil e dos Estados Unidos.
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) divulgou uma nota nesta quarta-feira (22) na qual afirmou que o governo de Donald Trump não seguiu a “boa prática diplomática” no caso, em referência ao pedido de saída do país do delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava junto ao ICE, a política de imigração do governo Trump, que efetuou a prisão de Ramagem.

Diante disso, o Itamaraty diz ter informado à embaixada americana que aplicará o princípio da reciprocidade contra um funcionário americano. O órgão retirou as credenciais de trabalho de um servidor dos EUA, um agente de imigração americano que atua na sede da PF em Brasília.
Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou esperar que os Estados Unidos estejam dispostos a voltar a conversar e que a relação entre os dois países volte à normalidade.
Em um vídeo publicado nas redes sociais ao lado do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, Lula elogiou a decisão de retirar as credenciais de trabalho do funcionário do governo dos Estados Unidos.
“Parabéns pela sua posição com relação ao delegado americano, colocando a reciprocidade, ou seja, o que eles fizeram conosco, a gente vai fazer com eles. Esperando que eles estejam dispostos a voltar a conversar e as coisas voltarem à normalidade”, disse o petista.







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