Podem participar do programa de renegociação de dívidas consumidores com renda de até R$ 8.105. Condições incluem descontos de até 90%, juros limitados e prazo maior para pagamento
O governo federal divulgou nesta segunda-feira (4) as regiras do Desenrola 2.0, nova fase do programa de renegociação de dívidas, que já havia sido anunciado pelo presidente Lula durante pronunciamento do Dia do Trabalhador, na última quinta-feira.
O foco são pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105. Já as dívidas poderão ser renegociadas com até 90% de descontos, juros limitados e maior prazo de pegamento. Há ainda possibilidade de uso de parte do FGTS para quitar parte do débito, após a renegociação.

O programa ainda abrange estudantes com dívidas do Fies (Financiamento Estudantil), pequenos empresários e produtores rurais, com regras específicas para cada categoria.
A adesão deve ser feita diretamente nos bancos. Após o acerto, o nome fica automaticamente limpo. Quem participar também terá o CPF bloqueado por um ano nos sites de apostas.
Confira mais informações sobre o Desenrola 2.0
Dívidas que podem ser renegociadas:
Contratadas até 31 de janeiro de 2026
Com atraso entre 90 dias e dois anos
Relacionadas a cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC)
Condições oferecidas:
Descontos entre 30% e 90% sobre o valor da dívida;
Parcelamento em até 48 meses;
Prazo de até 35 dias para começar a pagar;
A nova dívida renegociada não pode ultrapassar R$ 15 mil por CPF, por instituição financeira, já considerando os descontos aplicados;
Juros de até 1,99% ao mês.
Como aderir:
A adesão deve ser feita diretamente pelos canais oficiais das instituições financeiras, como aplicativos, sites ou agências.
Como usar o FGTS:
Trabalhadores poderão usar 20% do saldo do FGTS ou até R$ 1.000, o que for maior.
O uso será permitido apenas após a renegociação, para garantir a aplicação dos descontos.







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