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Número de mulheres mortas pela polícia bate recorde na gestão Tarcísio

Foto: Divulgação

Somente em fevereiro deste ano foram 3 assassinatos, maior número desde 2013, quando a contagem foi iniciada pela Secretaria de Segurança Pública

Em apenas um mês, a gestão Tarcísio quebrou recorde histórico de mulheres assassinadas durante abordagens policiais. Foram 3 casos em fevereiro de 2026, o maior para um início de ano desde 2013, quando os dados começaram a ser coletados pela Secretaria Estadual de Segurança Pública.

Ao longo desses anos, quase todas as pessoas mortas em ações policiais são homens. Em anos como 2013, 2014 e 2021 não houve mortes de mulheres. Por isso, os casos de fevereiro chamam a atenção. Até então, nenhum mês havia registrado mais de duas mortes de mulheres.

As estatísticas de 2026 incluem assassinatos em Guaiçara e Limeira, interior de São Paulo, e na Casa Verde, Zona Norte da capital paulista. E ainda não incluem o caso de Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, morta por uma policial militar em Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo, na madrugada de 3 de abril.

Os dados são do Portal G1 e revelam ainda que, mesmo com apenas dois meses de 2026 contabilizados, os quatro anos mais recentes da gestão Tarcísio de Freitas concentram cerca de 40% das mortes de mulheres provocadas por policiais desde o início da série histórica, que soma 43 vítimas. Foram 17 casos entre 2023 e 2026. Só em 2025, houve 6 mortes, ano em que as polícias mataram 877 pessoas, o segundo maior número já registrado, atrás apenas de 2017. E o número de mulheres mortas pode ser maior, já que em 58 ocorrências o gênero da vítima não é identificado.

Portal Regiao Oeste

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