Desta vez, falha permitiu acesso, durante 5 dias, a imagens de câmeras instaladas em locais privados, como condomínios e residências de políticos. No primeiro vazamento, imagens ficaram disponíveis na Internet
A gestão do prefeito Ricardo Nunes registrou o segundo caso de vazamentos de dados a partir de câmeras do sistema Smart Sampa. Desta vez, foram expostas imagens de 17 mil equipamentos instalados em locais privados, como condomínios e residências de políticos.
A nova ocorrência foi noticiada pelo portal UOL. No mês passado, o veículo já havia publicado uma reportagem sobre o vazamento de senhas sigilosas que davam acesso, via Internet, a cerca de 58 mil câmeras municipais de monitoramento, que deveriam ter acesso restrito.
Segundo a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, responsável pelo programa, um novo arquivo com senhas sigilosas foi encaminhado ilegalmente ao UOL nesta 2ª denúncia. A pasta informou que será aberta uma investigação para apurar o caso e responsabilizar os envolvidos.
“O envio ao UOL da planilha com links de câmeras de empresas parceiras do Smart Sampa configura um novo ato criminoso de vazamento de dados sigilosos e confidenciais”, afirmou a administração do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Em nota, a prefeitura declarou que adotará medidas administrativas e legais para investigar o episódio. Também afirmou que não há sinais de ataque ao sistema.
Segundo a reportagem do UOL, a nova falha permitiu, durante cinco dias, o acesso a imagens de câmeras instaladas em locais privados, como condomínios e residências de autoridades, como imóveis ligados ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e aos ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
As 17 mil câmeras estavam hospedadas no servidor da empresa Monuv, que oferece serviços de armazenamento em nuvem para equipamentos de segurança na capital paulista. Além das câmeras próprias da prefeitura, o Smart Sampa integra equipamentos de empresas de vigilância parceiras conveniadas ao sistema municipal.
A gestão Ricardo Nunes nega que os dados estivessem públicos na internet. Segundo a administração, a lista com links mencionada na reportagem nunca esteve disponível para acesso público.
A prefeitura afirmou que o arquivo é uma planilha de Excel produzida durante uma análise de cibersegurança da plataforma Smart Sampa, realizada pela Companhia de Processamento de Dados do Município de São Paulo (Prodam).
O trabalho começou em 20 de outubro, a pedido do prefeito, e foi apresentado nesta semana à Secretaria Municipal de Segurança Urbana para a adoção de medidas adicionais de proteção.








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