Em levantamento qualitativo realizado no último trimestre de 2025 pela empresa GovNet & Opinião Pesquisa, com a finalidade de aferir tendências eleitorais com potencial de pautar o processo sucessório ao governo paulista, foram averiguadas algumas inclinações que apontam para forte sentimento de mudança, entre as quais se encontram: vontade pela diminuição do julgamento político extremista que produz a polarização ideológica raivosa; temor pela possível perda da coesão do tecido social; desejo pelo apaziguamento e reconciliação das relações intersubjetivas.

De certa maneira, referências de conformidade moral, como família, fé, hierarquia, aptidão e ordenamento, começam a perder atratividade altruísta, pois já não produzem, em larga escala, a sensação de novidade e esperança, porquanto são percebidas como repetição de padrões meramente punitivos. Ou seja, tudo indica que o atual momento sugere que o campo discursivo doutrinário ingressa em um período de recomposição fraternal.
Em síntese, parte significativa dos paulistas que deseja a renovação na condução institucional não age por escolha alternativa, mas por exaustão promovida pela intuição do fim de ciclo. Através do anseio por recomeço, pode-se dizer que essa coletividade vem revisando o mito da eficiência conservadora, dando destaque à substituição dos princípios dogmáticos pela postura de maturidade criativa, popular, tolerante e pluralista.
Esse grupo não vira as costas para previsibilidade, voto de segurança, disciplina e coerência administrativa; todavia, insere elementos de pertencimento e combate efetivo às desigualdades latentes. As predições captadas pelo estudo revelaram que seis em cada dez participantes preferem que o próximo governador de São Paulo seja uma mulher, validando essa opção por meio da impressão de que a compreensão feminina evidencia possuir aspectos socioafetivos que unem empatia, compromisso e dedicação em uma única pessoa, manifestação do arquétipo da mãe que acolhe, identifica e resolve.
A sensibilidade, referenciada enquanto competência administrativa humanizada, apareceu ancorada em autêntica superação de barreiras históricas para a transformação civilizatória. Aqui, o ato de sufragar uma gestora não traduz apenas a substituição de gênero, mas a correção de rota que ressignifica o espaço de equidade e justiça para restabelecer a normalidade representativa. Nessa motivação, a dirigente aparece como símbolo de upgrade e avanço, associado à ética do cuidado e à inteligência emocional como fundamentos de comando com maior urbanidade e modernidade.
Agora, a sinergia observada na figura de Tebet mediante os integrantes da investigação em profundidade revelou-se como algo deslumbrante, uma vez que ajustam conexões com alto nível de aderência. Para esse segmento, a ministra simboliza uma liderança competente, auspiciosa e conciliadora que pensa, organiza e conduz, com equilíbrio e decoro, a coisa pública. Militante de centro-progressista, voltada à inclusão que desperta estabilidade cognitiva, circunstância que não fixa dissonância com o pensamento sistêmico e metodológico, valorizando fundamento e preparo técnico.

No geral, Simone foi avaliada como sendo capaz de conferir ênfase a políticas públicas baseadas no diálogo e moderação, com foco em governabilidade e respeito ao Estado Democrático de Direito; dessa forma, exprime o perfil de sensatez e racionalidade.
Por fim, conclui-se que a eventual entrada de Simone Tebet na disputa pelo comando do Palácio dos Bandeirantes reconfigura o tabuleiro e introduz variáveis que enfraquecem a percepção de inevitabilidade em torno da vitória do atual governador Tarcísio de Freitas.
Nilton Cesar Tristão
Cientista Político






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