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MP abre inquérito contra deputada Fabiana Bolsonaro por suspeita de racismo

Foto_ALESP

Ela também é acuasa dos crimes de transfobia e misoginia, ao fazer “blackface” durante discurso na Alesp

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instaurou nesta quarta-feira (25)  inquérito civil público para investigar a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL) por suspeita de racismo, transfobia, misóginia e violação dos direitos humanos.

O processo foi motivado pelo discurso com uso de blackface” na tribuna da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) na semana passada. A investigação foi aberta após o MP ser acionado por parlamentares do PSOL, colegas da deputada federal Érika Hilton, alvo do discurso de Fabiana feito no plenário da Alesp.

Segundo o promotor Ricardo Manuel Castro, “o blackface é considerado uma prática racista, enraizada na história da escravidão e do preconceito, que consiste em pintar o rosto de preto para representar pessoas negras de forma caricata, exagerada e estereotipada”.

“Sob a ótica dos direitos humanos, o blackface é uma violação da dignidade humana, pois ridiculariza, despreza e diminui a população negra. Portanto, não é visto como entretenimento ou ‘fantasia’, mas como uma forma de racismo que perpetua a subalternidade”, escreveu.

Ao determinar a instalação da investigação, Castro também disse que é necessário “apurar responsabilidade da deputada estadual Fabiana de Lima Barroso (Fabiana Bolsonaro) por dano moral coletivo decorrente de discurso racista, transfóbico e misógino na tribuna da Assembleia Legislativa, ao criticar a nomeação da Deputada Federal Erika Hilton ao cargo de Presidente da Comissão de Defesa da Mulher da Câmara Dos Deputados”.

Além da investigação do MP, 18 deputados estaduais de partidos como PT, PSOL, PCdoB e PSB protocolaram uma representação no Conselho de Ética da Alesp pedindo a apuração de possível quebra de decoro parlamentar pela deputada.

Entenda o caso

No dia 18 de março, em discurso na tribuna durante a 27ª sessão ordinária, Fabiana Bolsonaro se pintou de marrom e fez declarações sobre identidade de gênero. Ela afirmou que a encenação era uma forma de argumentar que pessoas trans não são mulheres, mesmo que se maquiem, fazendo referência ao fato de a deputada federal Érika Hilton ter sido escolhida a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, em Brasília.

Portal Regiao Oeste

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