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Segurança

Senado aprova PEC da Segurança Pública

Brasília -DF- 03/11/2026 –Sessão do Senado que votou a PEC da Segurança. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Plenário decidiu votar a PEC sem discutir redução da maioridade penal. Aprovação abre caminho para presidente Lula criar Ministério da Segurança Pública

O Senado aprovou em dois turnos a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública nesta terça-feira (3). Agora, o texto segue para promulgação.

A proposta foi aprovada por 73 votos favoráveis no primeiro turno e por 75 votos e nenhum contra no segundo. Também nesta terça-feira, o plenário decidiu que iria votar a proposta sem apreciar os destaques, do PL e do PT, que tratam da redução da maioridade penal.

Brasília -DF- 03/11/2026 –Sessão do Senado que votou a PEC da Segurança. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A proposta do PL era para a maioridade penal diminua para 16 anos em casos de crimes de menor gravidade, e para 14 anos nos hediondos. Já a proposta do PT reduziria a maioridade para 16 anos apenas para crimes hediondos, mantendo para os demais.

A PEC da Segurança Pública é considerada prioritária para o governo de Lula, que pretende, após a aprovação, criar o Ministério da Segurança Pública.

A proposta estabelece na Constituição o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), cujo objetivo é integrar o combate ao crime organizado entre os entes. De acordo com o texto, União, Estados e Distrito Federal poderão criar leis na área de segurança pública, incluindo forças-tarefa intergovernamentais, organização das polícias e guardas municipais e do sistema socioeducativo.

Outro ponto central é sobre o combate a crimes violentos e facções criminosas. Entre as medidas estão a obrigatoriedade de prisão em estabelecimento penal de segurança máxima ou de natureza especial. Também fica proibida ou restringida a progressão de regime, a concessão de liberdade provisória, com ou sem fiança, e de saída temporária.

A PEC também permite a expropriação de todo e qualquer bem, direito ou valor econômico envolvido com as atividades criminosas. As regras valem para organizações criminosas, paramilitares e de milícia privada.

A proposta libera ainda a criação de polícias municipais para o policiamento ostensivo e comunitário; e a ampliação da atuação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para o policiamento de hidrovias e ferrovias, além de apoiar outras forças de segurança, quando requisitada pelo governador. Além disso, mantém a Polícia Federal e PRF sob competência privativa da União.

Portal Regiao Oeste

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