• Hoje é: sábado, dezembro 7, 2019

Vacina contra dengue abre perspectivas no combate ao zika

In this Jan. 18, 2016 photo, a researcher holds a container with female Aedes aegypti mosquitoes at the Biomedical Sciences Institute in the Sao Paulo's University, in Sao Paulo, Brazil. The Aedes aegypti is a vector for transmitting the Zika virus. The Brazilian government announced it will direct funds to a biomedical research center to help develop a vaccine against the Zika virus linked to brain damage in babies. (AP Photo/Andre Penner)
portalregiaooeste
fevereiro22/ 2016

A presidenta Dilma Rousseff afirmou, na última semana, que a vacina contra a dengue desenvolvida pelo instituto Butantan, que entrou em fase de testes com voluntários, é uma vitória do Brasil e poderá beneficiar populações em todo o mundo, além de abrir perspectivas para a imunização contra o vírus zika. A afirmação foi feita durante o repasse de R$ 100 milhões do Ministério da Saúde para financiar a última fase da pesquisa.

Diferentemente de outras já produzidas, a vacina desenvolvida no Brasil em parceria com o National Institutes of Health (NIH) dos Estados Unidos é tetravalente e poderá proteger a pessoa contra os quatro tipos de vírus da doença com uma única dose. A previsão é de que sua eficácia seja superior à alcançada até agora, por produtos semelhantes.

Dilma destacou ainda que o desenvolvimento do imunizador mostra que o País tem fortes instituições e laboratórios de pesquisa. “Também afirma o papel do Brasil – e aí o Instituto Butantan está de parabéns – como país que tem um laboratório capaz de produzir uma vacina que seria usada por uma parte importante da humanidade. Enfim, trata-se de um momento extremamente auspicioso”.

Os testes iniciais serão feitos, em São Paulo, com 1,2 mil voluntários que foram recrutados pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), maior complexo hospitalar da América Latina. O hospital é um dos 14 centros credenciados pelo Butantan para os testes, que devem envolver 17 mil participantes de 13 cidades do País. O teste clínico deve durar um ano e a expectativa do instituto é que a vacina esteja disponível a partir de 2018 no País.

Além dos recursos do Ministério da Saúde, o governo federal deve repassar ao Butantan outros R$ 100 milhões do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio de um contrato da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), e R$ 100 milhões do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES).

A presidenta ressaltou ainda que agora o desafio é desenvolver uma vacina contra o vírus zika. Um dos caminhos seria transformar a vacina da dengue de tetravalente em pentavalente, que cobriria também o da zika. Essa seria uma alternativa ao desenvolvimento de uma vacina exclusiva para esse fim. “Esse é um momento muito especial porque nós estamos diante de um desafio. Nós estamos diante do desafio que, afinal, tem a ver tanto com essa doença – dengue. Mas também tem a ver com a febre chikungunya e com o vírus zika”.

big banner