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Sem saída, Rogério Lins é obrigado a anular parte do processo seletivo

processo
portalregiaooeste
novembro24/ 2017

Conforme o Portal Região Oeste divulgou no dia 20 deste mês (veja matéria), o processo seletivo da Prefeitura de Osasco, realizado no domingo, 19, foi repleto de irregularidades. Tanto que Rogério Lins, prefeito do município, foi obrigado a anular as provas para Agente Comunitário de Saúde e Agente de Combate a Endemias. Para os dois cargos eram oferecidas 384 vagas, num total de 491 disponíveis em todo processo. A informação foi divulgada na quinta-feira, 23, por meio da Imprensa Oficial de Osasco (IOMO 1412).

As 384 vagas estavam sendo disputadas por 14.663 candidatos. Ao todo, o processo contou com 21.781 inscritos. Por meio das redes sociais, centenas de pessoas protestaram. “Osasco é uma vergonha. Fazem as coisas tudo errado”, reclamou Paulo Roberto Silva. Na mesma linha seguiu José Carlos Beraldo. “A incompetência dos administradores municipais é tamanha que nem concurso conseguem fazer”, afirmou.

Prejudicada, Rose Costa também lamentou. “Eu fui uma das que não fiz essa prova”. Já Emilio Barbosa levantou uma questão que se tornou comum e sempre preocupa. “Será que é golpe do concurso? Neste país, ultimamente, só acontece golpe”, lamentou.

No comunicado oficial, Rogério Lins cria uma cortina de fumaça para tentar disfarçar a incompetência de sua administração que, nem ao menos, conseguiu direcionar as pessoas para o lugar certo das provas. Segundo o prefeito, a anulação foi necessária devido ao “grave tumulto formado por pessoas estranhas ao processo seletivo, com riscos de agressão aos candidatos que ali deveriam realizá-las e, ainda, com risco de danificação do local, portanto, do patrimônio público”. O mesmo comunicado ainda afirma “que novas informações sobre a continuidade do referido processo seletivo serão publicados na Imprensa Oficial do Município do dia 14/12/2017.”

Nada disso teria acontecido se a prefeitura tivesse organizado o processo com competência, garantindo que as pessoas chegassem ao local correto das provas. Como não conseguiu fazer isso, que era o mínimo esperado, agora Osasco terá que gastar mais dinheiro. E este dinheiro certamente fará falta na saúde, educação e outras áreas prioritárias.

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