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Mortes entre crianças, jovens e adultos crescem em São Paulo

Corona Febre
portalregiaooeste
maio14/ 2020

O mês de abril marcou uma mudança na faixa etária das vítimas do novo coronavírus no estado de São Paulo. A despeito da concentração ainda predominante nas pessoas com mais de 60 anos, as mortes de crianças, jovens e adultos cresceram proporcionalmente mais do que os óbitos entre idosos no período de um mês. Entre 11 de abril e 11 de maio, o número de mortes entre pessoas com mais de 60 anos passou de 460 para 2.739, um aumento proporcional de seis vezes. Entre crianças, jovens e adultos, subiu de cem óbitos há um mês para 1.004 vítimas na última segunda-feira (11) — aumento de dez vezes.

Até o começo de abril, nenhuma criança havia morrido em decorrência da covid-19; um mês depois, são quatro crianças vítimas da doença, a última delas de 4 anos em Francisco Morato (Grande São Paulo). A maior incidência da covid-19 nas periferias explica o aumento da mortalidade entre os mais jovens.

“A pandemia chegou onde a densidade populacional é muito grande, onde é impossível fazer distanciamento. Aquela premissa de que o jovem vai bem e os velhos vão morrer pode fazer sentido nos países europeus, mas não em um país subdesenvolvido que conta com um dos maiores índices de desigualdade no mundo”, observa o médico infectologista Caio Caio Rose.

Leitos de UTI ocupados
Anteontem, o estado São Paulo registrou taxa de ocupação de 69,1% nos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) — um dos pontos mais sensíveis no combate à pandemia. A capital tem 85,7% dos leitos intensivos ocupados, parte considerável na periferia. Na sexta (8), já havia hospitais completamente saturados nos bairros distantes do centro. No Hospital Municipal Josias Castanha Braga, em Parelheiros (zona sul), por exemplo, todas as 20 vagas de UTI disponibilizadas para atendimento aos pacientes com covid-19 estão ocupadas. O Hospital Municipal Waldomiro de Paula, localizado em Itaquera (zona leste), possui 95% dos leitos de UTI ocupados.

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