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Lins informou ao MP sobre viagem e não vê motivo para prisão

Rogerio na Tribuna
José Bento da Silva
dezembro06/ 2016

Após ter prisão preventiva decretada pela Justiça, na manhã desta terça-feira, o vereador e prefeito eleito de Osasco, Rogério Lins, se manifestou, por meio de sua assessoria de imprensa, sobre a Operação Caça Fantasmas, realizada na manhã de ontem, pelo Ministério Público, e na qual o mandado seria cumprido. Lins, que é acusado de manter funcionários fantasmas na Câmara, não foi detido porque está em viagem, ao exterior, durante período de licença do Legislativo. Ele informou, na nota, que vem contribuindo com as investigações e que, inclusive, antecipou seu depoimento ao MP sobre o caso. Além disso, informou sobre a viagem. Ele disse ainda que seus funcionários também já prestaram esclarecimentos e que não vê motivos para a prisão, que classificou como um ato “extremo”. Confirma a nota na íntegra:

O Vereador ROGÉRIO LINS, vem, por sua assessoria, em atenção à imprensa e à sociedade, em virtude das notícias veiculadas nesta data, acerca das operações realizadas pelo Ministério Público, esclarecer que:

Em que pese o respeito pelas autoridades constituídas, bem como pelas decisões proferidas, esclarece que desconhece qualquer motivo que pudesse justificar a medida extrema proferida em seu desfavor, até porque tem colaborado intensamente com as investigações do Ministério Público.

Merece destaque o fato de que fora intimado a prestar esclarecimentos perante a 8ª Promotoria de Osasco na data de 22/11/2016, e em flagrante demonstração de comprometimento e lisura, antecipou sua oitiva para a data de 18/11, nutrindo o órgão ministerial de informações relevantes para contribuir com as investigações, demonstrando pormenorizadamente o seu não envolvimento com qualquer ilicitude.

Não bastasse isso, todos os funcionários lotados em seu gabinete foram intimados pelo Ministério Público, e apresentaram informações/defesas por escrito, acompanhadas de documentos comprobatórios do fiel desempenho das funções, não havendo qualquer fraude, ou ato ilícito que possa induzir ao conceito de crime.

Tamanha a lisura no trato com a coisa pública, na data de 28/11/2016 licenciou-se das suas funções parlamentares, de acordo com o Regimento Interno da Câmara Municipal e deu ciência ao Ministério Público dos procedimentos adotados, informando, inclusive, que se ausentaria em viagem ao exterior, declinando, ainda, a data de regresso à autoridade.

Por fim, desconhece as razões que fundamentaram a decisão do Poder Judiciário, e que jamais compactuou com qualquer prática lesiva ao patrimônio público e à sociedade. Nunca praticou crime e nunca fez parte de organização criminosa.

Nosso corpo jurídico desconhece as razões que ensejaram a decisão judicial e está preparando as medidas jurídico legais para reversão da medida, por acreditar ser extrema e açodada.

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