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Juiz Sergio Moro manda soltar Monica Moura

Juiz manda soltar monica
portalregiaooeste
agosto01/ 2016

O juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, mandou soltar Monica Moura, esposa do ex-marqueteiro do PT João Santana. A decisão foi confirmada pelo advogado de defesa, Fábio Tofic Simantob. O despacho não havia sido divulgado até às 11h desta segunda-feira (1º).

O casal foi preso durante a 23ª fase da Operação Lava Jato, em fevereiro deste ano. De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, foram encontrados indícios de que Santana recebeu US$ 3 milhões de offshores ligadas à Odebrecht, entre 2012 e 2013, e US$ 4,5 milhões do engenheiro Zwi Skornicki, entre 2013 e 2014.

De acordo com a Polícia Federal e com o Ministério Público Federal (MPF), o dinheiro é oriundo de propina retirada de contratos da Petrobras e da Sete Brasil – empresa criada para operação do pré-sal. Zwi é representante no Brasil do estaleiro Keppel Fels e, segundo os procuradores, foi citado por delatores da operação do esquema como elo de pagamentos de propina. O engenheiro tem acordo de colaboração com a força-tarefa.

Fábio Tofic Simantob também declarou que Moro teria tido como base para a soltura os depoimentos prestados pelo casal Monica Moura e João Santana e pelo engenheiro Zwi. Moro teria declarado ainda, segundo o advogado, que Monica não participou do esquema criminoso.

A denúncia
Segundo os procuradores, o dinheiro teve origem em contratos celebrados entre o estaleiro Keppel Fels e a Petrobras para a realização das plataformas P-51, P-52, P-56 e P-58. Segundo a denúncia, houve pagamento de propina para Renato Duque e Pedro Barusco nesses contratos. Ambos têm condenação na Lava Jato.

Duque está preso no CMP, e Barusco cumpre pena regime aberto diferenciado – que estabelece recolhimento domiciliar durante a noite e nos fins de semana e feriados. A Keppel Fels também tinha contratos com a Sete Brasil para construção de sondas que chegam a R$ 185 milhões.

Segundo as investigações, um terço da propina paga nesses contratos foi dividido entre o ex-presidente da Sete Brasil João Ferraz e os ex-gerentes da Petrobras Pedro Barusco e Eduardo Musa – todos são colaboradores da Lava Jato. Os outros dois terços foram encaminhados ao então tesoureiro do PT João Vaccari Neto, que solicitou que parte dos depósitos ficasse com João Santana e Monica Moura, segundo a denúncia.

Assim que o conteúdo da investigação se tornou público, os advogados que representam Santana e Moura afirmaram que recursos em contas do exterior provêm, exclusivamente, de campanhas feitas em outros países. Segundo a defesa, “nenhum centavo” é de campanha brasileira. Quando Zwi foi preso, a defesa dele afirmou que o engenheiro só falaria nos autos do processo e que considerava a prisão desnecessária.

Via G1

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