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Impasse sobre situação dos médicos do Hospital Antônio Giglio agitou a semana em Osasco

Lins x Gatti
portalregiaooeste
fevereiro07/ 2019

O prefeito de Osasco, Rogério Lins (Podemos) e o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Eder Gatti, não conseguiram se entender em relação às informações sobre os atrasos nos pagamentos dos médicos no Hospital Municipal Antônio Giglio que atualmente é gerenciado pela Organização Social Instituto Social Saúde Resgate à Vida. Desde sexta, 1, a briga vem ganhando as redes sociais confundindo a população, enquanto Lins nega os atrasos e chama de “fake news”, Gatti desmente o prefeito e chegou a ameaçar com paralisação dos serviços.

Tudo começou na tarde da última sexta, 1, quando o presidente do Sindicato, Eder Gatti, gravou vídeo afirmando que caso não fosse regularizada a situação dos médicos do Hospital Municipal Antônio Giglio que estariam sem receber os salários desde dezembro, a categoria iria paralisar os atendimentos na manhã de segunda, 4. No dia combinado, Lins tratou de negar a informação e disse se tratar de “fake News”, porém, Gatti, confirmou a paralisação dos atendimentos em mais outro vídeo nos quais critica a administração. “Em respeito à população e ao Código de Ética Médica, os profissionais mantiveram os atendimentos de urgência e emergência, não realizando uma paralisação completa do serviço”.

Lins teve uma segunda, 4 de fevereiro, bastante agitada. Logo cedo, ele gravou um vídeo negando que havia greve de funcionários no Hospital, garantiu que o atendimento acontecia normalmente e chamou de “fake news” a notícia sobre os atrasos dos pagamentos dos médicos divulgada pelo Simesp.

No mesmo dia,o prefeito transferiu seu gabinete para o Hospital, onde passaria a semana despachando e, logo na sequencia, convocou a imprensa para anunciar a troca, em 120 dias, da administração do unidade de saúde que atualmente é gerenciado pela OS. A tensão era evidente, e o prefeito não conseguiu responder se ocorreram ou não os atrasos nos salários.

Em um novo vídeo, o presidente do Simesp rebateu e desmentiu o prefeito, voltando a afirmar que os médicos estão sem receber os salários desde dezembro e sem qualquer vínculo empregatício, decidiram paralisar os atendimentos desde a manhã de segunda. “Em respeito à população e ao Código de Ética Médica, os profissionais mantiveram os atendimentos de urgência e emergência, não realizando uma paralisação completa do serviço. De acordo com os próprios médicos do hospital, as cirurgias eletivas não estão sendo realizadas e apenas um médico atuou na escala”.

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