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Gestão Lapas não pagou aluguel e companhia da PM é despejada

2ª CIA Policia Militar
portalregiaooeste
junho02/ 2017

A 2ª Cia da Polícia Militar, em Osasco, está deixando a Vila Yara e passará a funcionar provisoriamente na sede do 14º Batalhão da PM, no Jardim Bela Vista. A mudança foi forçada por uma ação de despejo, com prazo de desocupação até esta sexta-feira, dia 2 de junho, movida pelos proprietários do imóvel – na rua Victor Brecheret – por dívida de aluguel deixada pela gestão do ex-prefeito Jorge Lapas.

Os atrasos no pagamento se arrastam desde 2013 e a dívida soma R$ 375 mil. “Sem esperança de ver a situação equacionada, os proprietários autorizaram a ação de despejo, que corre desde 2013”, explica Pedro Romão Dias, advogado e procurador dos proprietários. “Hoje, eles não têm interesse em negociar o aluguel. Eles elencaram a venda do imóvel como prioridade”, complementa o advogado. Pedro esclarece que o imóvel é parte de uma herança. “Os proprietários são dois irmãos e um deles convenceu o outro que o melhor para ambos é a venda. Afinal, quando firmaram o contrato de locação, recebiam em dia. Depois, a prefeitura começou com pequenos atrasos até ficar meses sem efetuar o pagamento, acumulando a dívida”, disse. “É um processo longo. Estamos desde 2013 brigando pela regularização dos aluguéis”, reforça Pedro. “A administração passada depositou alguma coisa em juízo, mas muito pouco”, esclarece o advogado. Diante da situação, a Prefeitura de Osasco e a Polícia Militar discutem algumas alternativas.

Uma delas é a locação de um imóvel na rua Dionísia Alves Barreto, no Jardim Bela Vista, para abrigar a 2ª Cia ou a concessão de um terreno da administração à Polícia Militar para a construção de um prédio próprio. “As duas situações devem passar pela Comissão de Avaliação antes da decisão final”, explica o secretário de Administração, Sérgio Di Nizo. O comandante da unidade, capitão Marcos de Brito Nobre, disse que a 2ª Cia funcionará junto ao 14º BPM até que haja uma solução definitiva para o impasse. “A mudança não deve interferir na qualidade dos serviços porque a estrutura se mantém dentro da área de atuação da companhia”, disse o capitão, que está quase um ano à frente da unidade. O capitão Nobre reforça que “não haverá prejuízo no policiamento da Vila Yara e bairros vizinhos, pois continuamos com as operações nesses locais”.

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