• Hoje é: quarta-feira, maio 25, 2022

Família de ambientalistas é executada no Sul do Pará

famila
portalregiaooeste
janeiro11/ 2022

Pai, mãe e filha foram mortos a tiros e os corpos encontrados cerca de três dias depois da morte em São Félix do Xingu, no Pará. Todos atuavam como ambientalistas com ações de proteção a quelônios na região

A Polícia Civil em São Felix do Xingu, no Sul do Pará, investiga um triplo assassinato praticado contra uma família que residia as margens do Rio Xingu. A comunidade local foi pega de surpresa com a notícia dos homicídios das três pessoas, que eram conhecidas na região pela soltura de quelônios e por atividades de proteção ambiental na localidade onde moravam.

De acordo com as primeiras informações, o crime pode ter sido praticado há cerca de três dias, o que indica pelo estado de decomposição dos corpos quando foram encontrados. A família vivia na localidade conhecida como cachoeira da “Mucura”, distante a cerca de 90 quilômetros da cidade de São Felix do Xingu.

A família composta pelo pai conhecido popularmente como “Zé do Lago”, a esposa de prenome Márcia e a filha menor de idade Joene foi executada a tiros por desconhecidos. O corpo de Márcia foi encontrado boiando às margens do Rio Xingu, enquanto que os corpos do pai e da filha foram encontrados às proximidades da casa. Cápsulas de projéteis deflagrados no local revelam que a família foi morta a tiros.

De acordo com informações levantadas pela reportagem, Zé do Lago e esposa moravam há mais de 20 anos na localidade, onde desenvolviam um projeto ambiental de repovoamento das águas com filhotes de tartarugas.
Todos os anos Zé do Lago realizava a soltura de quelônios das espécies tracajá e tartaruga nas águas do Rio Xingu.

O crime chocou a população da cidade devido à família ambientalista ser muito conhecida na cidade e também pela forma cruel como foi assassinada.

A Polícia Civil segue investigando na tentativa de elucidar o crime.

Brasil é o 4º país mais perigoso do mundo para ambientalistas
Dos 227 assassinatos de defensores do meio ambiente no mundo em 2020, 20 ocorreram em território brasileiro
De acordo com a ONG Global Witness, indígenas da Amazônia foram as principais vítimas da violência contra ativistas ambientais no Brasil – Apib/Divulgação

O número de assassinatos de ativistas ligados a causas ambientais bateu um novo recorde em 2020. Em todo o mundo, 227 pessoas foram mortas por defenderem seus territórios, o direito à terra, seus meios de subsistência e o meio ambiente. O dado faz parte do relatório A última linha de defesa, da ONG Global Witness, divulgado nesta segunda-feira (13/09).

No ranking global, o Brasil aparece na quarta posição, com 20 assassinatos, atrás de Colômbia (65 mortes), México (30) e Filipinas (29).

big banner