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“É preciso ter lealdade política”, afirma Valmir Prascidelli

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portalregiaooeste
abril09/ 2016

A saída do prefeito Jorge Lapas do PT e sua filiação ao PDT continua agitando o cenário político de Osasco. Esta semana, em entrevista coletiva sobre a mudança, Lapas atacou o PT, dizendo que o partido “atrapalhava” sua gestão, e também fez críticas ao deputado federal Valmir Prascidelli, questionando falta de apoio dentro da legenda e também a pouca destinação de recursos à cidade.

A respostas de Valmir foi direta. Em entrevista ao programa Ana Paula Rossi, da Rádio Nova Difusora, ele acusou Lapas de usar a política para interesses pessoais e disse que a população saberá julgar essa decisão. “Aqueles que mudaram de partido não fizeram o certo, em especial aqui na cidade de Osasco. Os erros que a pessoa comete não são apagados porque ela muda de partido, nem os eventuais méritos aparecem. A população é muito sábia e vai refletir a atitude das pessoas”, afirmou.

Afirmando ainda que “é preciso ter lealdade política, mesmo nos enfrentamentos”, o deputado federal também lembrou que Lapas só foi eleito prefeito com apoio do PT e a partir de acerto interno que também envolveu seu nome. “Imagina se no momento em que o João Paulo retirou a candidatura eu tivesse colocado a minha? Isso poderia criar um clima de instabilidade num momento essencial da campanha. Ao contrário, eu assumi a reponsabilidade de repactuar a unidade do partido e me mantive na campanha de forma bastante atuante para fazê-lo prefeito”, completou.

Com a saída de Lapas, o PT também ficou sem candidato a prefeito nas próximas eleições. Em reunião da executiva, a legenda decidiu que vai manter candidatura própria em outubro. O que falta é definir um nome. E um dos apontados é o próprio Prascidelli, ao lado do ex-prefeito e presidente estadual do partido, Emidio de Souza. “É possível que eu seja o candidato? É, mas também pode ser o ex-prefeito Emidio. Mas vamos fazer o debate no partido, primeiro”, disse.

Outro tema abordado pelo deputado federal foi a destinação de emendas à cidade. Ele explicou que, no primeiro ano de mandato, os deputados não têm direito às emendas. Mas, por um acordo de lideranças, os parlamentares puderam destinar R$ 4,8 milhões, metade obrigatoriamente para a saúde. “Destes recursos, eu destinei 37,5% para Osasco, sendo R$ 1 milhão para infraestrutura e R$ 800 mil para a saúde. Para Carapicuíba foram 18,5% e os outros 44% da verba foram divididos entre 16 municípios”, detalhou.
Já este ano os deputados terão R$ 13,6 milhões em emendas. Prascidelli vai destinar R$ 4,176 milhões para Osasco, 31% do total. Carapicuíba ficará com 18,6% e o restante irá para 26 cidades e sete Santas Casas.

O deputado salientou ainda que conseguiu aprovar uma emenda de bancada de R$ 60 milhões para a construção da chamada Terceira Ponte, em Osasco. “É uma obra fundamental para a cidade porque vai resolver um grande problema de estrutura, ligando a Zona Norte ao Centro de Osasco. Mas é preciso esforço dos deputados e mesmo da prefeitura. As emendas de bancadas estão no Orçamento da União e, agora, nosso trabalho será fazer com que elas sejam ratificadas pelo governo federal, de modo que os recursos cheguem a tempo para que as obras se iniciem ainda em 2016”, explicou.

Outro assunto abordado por ele foi a atual crise política vivida no País, com o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Para Prascidelli, “a tentativa de impedimento da presidenta Dilma é um golpe, porque não há nenhuma razão jurídica para tanto e a presidenta não cometeu nenhum crime de responsabilidade”.

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