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Documentos sob suspeita da Odebrecht listam 200 políticos

Brasília - O Presidente da OAB Nacional, Claudio Lamachia se reúne com advogados dos envolvidos na Operação Lava Jato (Antonio Cruz/Agência Brasil)
portalregiaooeste
março24/ 2016

Documentos apreendidos pela Polícia Federal listam possíveis repasses da empreiteira Odebrecht para mais de 200 políticos de 24 partidos políticos. O acervo foi recolhido na sede da empresa e pode indicar uma contabilidade paralela de financiamento de campanhas, por caixa 2, de acordo com força-tarefa da Operação Lava Jato.

As planilhas estavam com Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, e conhecido no mundo empresarial como “BJ”. Elas foram recolhidas há mais de um mês, mas não foram divulgadas pela investigação.

Os documentos relacionam nomes da oposição e do governo, como Aécio Neves (PSDB-MG), Romero Jucá (PMDB-RR), Humberto Costa (PT-PE) e Eduardo Campos (PSB), morto em 2014, entre vários outros. Há também apelidos. Na planilha, Renan é “atleta”; Eduardo Paes, “nervosinho”; Sérgio Cabral, “próximus”. Já outras planilhas trazem nomes, cargos, partidos e valores recebidos, incluindo menção a doações de campanha registradas no TSE. Há CNPJs e números de contas usadas pelos partidos em 2010, por exemplo.

Parte significativa da contabilidade se refere à campanha eleitoral de 2012, quando foram eleitos prefeitos e vereadores. Em 2012, a Construtora Norberto Odebrecht doou R$ 25.490.000 para partidos e comitês de campanha e apenas R$50 mil para uma candidatura em particular –a de Luiz Marinho, candidato do PT à prefeitura de São Bernardo do Campo (SP).

Em 2014, a soma de doações da construtora foi de R$ 48.478.100, divididos entre candidaturas individuais e comitês dos partidos. Em 2010, o total foi de R$ 5,9 milhões, apenas para partidos e comitês de campanha.

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