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Dilma ao Senado: Só temo a morte da democracia

Brasília - Presidenta Dilma Rousseff participa de ato pela democracia no Palácio do Planalto, intitulado Encontro da Educação pela Democracia (José Cruz/Agência Brasil)
portalregiaooeste
agosto29/ 2016

Presidente Dilma Rousseff fez sua defesa no Senado; em seu discurso, ela admitiu erros em seu governo, mas disse que sempre defendeu a Constituição; “Diante das acusações que contra mim são dirigidas, não posso deixar de sentir novamente o gosto amargo da injustiça e do arbítrio. Mas como no passado, resisto. Não esperem de mim o obsequioso silêncio dos covardes”, afirmou; Dilma chorou ao falar da Olimpíada e denunciou “provas produzidas” e a “frágil retórica jurídica” para tirar do poder um governo eleito por mais de 54 milhões de brasileiros; ela falou do apoio escancarado de setores da mídia ao golpe e da chantagem explícita de Eduardo Cunha; “Diálogo, participação e voto direto e livre são as melhores armas que temos para a preservação da democracia”, ressaltou; “Confio que as senhoras senadoras e os senhores senadores farão justiça”; “Peço: votem contra o impeachment; votem pela democracia”.

247 – Em sua defesa no Senado na manhã desta segunda-feira 29, no dia do julgamento final do processo de impeachment, a presidente Dilma Rousseff afirmou ter sido sempre uma defensora da Constituição brasileira. “Sempre acreditei na democracia e no Estado de direito, e vi na Constituição de 1988 uma das grandes conquistas do nosso povo”, disse Dilma.
“Diante das acusações que contra mim são dirigidas, não posso deixar de sentir novamente o gosto amargo da injustiça e do arbítrio. Mas como no passado, resisto. Não esperem de mim o obsequioso silêncio dos covardes”, discursou.
A presidente denunciou “provas produzidas”, a “frágil retórica jurídica” do processo de seu afastamento e os “pretextos” usados para tirar do poder um governo eleito por mais de 54 milhões de brasileiros. Ela chorou ao falar da Olimpíada e denunciou o que virá “caso prospere o impeachment sem crime de responsabilidade”: o retrocesso e a retirada de direitos por um governo usurpador.
Ela falou ainda do apoio escancarado de setores da mídia ao golpe e da chantagem explícita do ex-presidente da Câmara e deputado afastado Eduardo Cunha, réu no Supremo Tribunal Federal.

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