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Curso da CUT e Sindicato dos Bancários debate as políticas econômicas no mundo globalizado

Curso dos Bancários
portalregiaooeste
março29/ 2018

Realizada no dia 27 de março, a nona aula do curso “Brasil: Política, Economia e Sociedade no Século XXI”, promovido pela Subsede da CUT-SP em Osasco, em parceria com o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região. Teve como tema as políticas econômicas neoliberais, desenvolvimentistas e socialistas no mundo globalizado, ministrado pelo professor de economia da Unicamp, Denis Maracci Gimenez.

Gimenez esclarece que, somente após a formação dos estados nacionais é que, a rigor, podemos falar em políticas econômicas orientadas por organismos estatais. “Se os pensamentos liberais e progressistas são anteriores aos estados modernos, é nessas estruturas de governo e poder político que as ideias econômicas serão efetivamente colocadas em prática, influenciando diretamente as condições de vida nas sociedades” explica.

As preferências intelectuais e doutrinárias entre as várias políticas econômicas variam em torno da abordagem e prioridade que se dá ao público ou ao privado, ao Estado ou ao mercado. Em geral, os neoliberais priorizam o que é melhor para os interesses privados, dos negócios e do mercado. Os progressistas, desenvolvimentistas e socialistas, se aliam no campo oposto, defendendo os interesses coletivos e do público.

O professor caracteriza os tipos de política econômica neoliberal, desenvolvimentista e socialista. A política econômica neoliberal tem origem no pensamento liberal conservador inglês, que foi amplamente desenvolvido pelos EUA. A lógica neoliberal defende um estado mínimo, que não interfira nos assuntos do mercado. Essa visão defende a privatização de todas as estatais, porque para eles o mercado é mais eficiente que o Estado.

Já a visão econômica desenvolvimentista defende que o Estado seja um importante indutor do desenvolvimento econômico. Enquanto os socialistas aprofundam essa visão, defendendo a necessidade de orientar o crescimento econômico para a inclusão social. Nessa política se investe prioritariamente nos órgãos e empresas estatais, para que possam prestar os melhores serviços nas áreas da saúde, educação, segurança, habitação e saneamento, entre outras áreas sociais.

Denis Maracci enfatiza que, no caso brasileiro, é somente depois da Era Vargas que podemos, de fato, falar em políticas econômicas estatais que, efetivamente, transformaram intensamente as condições econômicas e sociais do país. Foi com a política econômica desenvolvimentista e nacionalista de Vargas que a indústria brasileira se desenvolve de maneira intensa, dinamizando a economia e a sociedade nacional.

“É necessário que o interesse público esteja sempre acima dos interesses privados e também que a sociedade organizada possa participar da aplicação e desenvolvimento das políticas econômicas do Estado. Esse é o melhor caminho para que o Brasil possa reduzir a enorme pobreza e os graves problemas econômicos e sociais que afetam a grande maioria dos brasileiros” finaliza.

As aulas do curso, abertas aos interessados, são realizadas semanalmente, das 19h às 22h, no auditório da sede do Sindicato dos Bancários, em Osasco (Rua Castelo Branco, 150).

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