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Casamento infantil pode afetar mais de 310 milhões de meninas africanas

Child’s View – Rina Begum, 14, stands outside her parents’ home, in the northern district of Jamalpur in Dhaka Division. Rima, whose education was cut short at Grade 6, was taken out of school to marry. Her husband beats her and has sent her back to her parents. He hopes to secure additional dowry. The photograph was taken by Humayra Yasmin Seba, 14. She is 1 of 30 adolescents who participated in a UNICEF-organized photography workshop.

In September 2009 in Bangladesh, UNICEF supported a photography workshop for 30 adolescents who live in remote rural communities in the districts of Jamalpur, Chapainawabgonj and Barguna. The goal of the workshop was to support adolescents’ right to expression, in accordance with articles 12-14 of the Convention on the Rights of the Child (CRC) – and is part of commemorations of the 20th anniversary of the CRC (adopted 20 November 2009). As stated in article 13, the right to expression includes, the child’s “…freedom to seek, receive and impart information and ideas of all kinds … either orally, in writing or in print, in the form of art, or through any other media….” Workshop participants, aged 14-18, received training in their communities, selected their own themes and were given cameras to take photographs for a week. Themes included documentation of their environments, child labour practices, effects of early marriage and the importance of education, health and sanitation. The imagery they created has been shown in Dhaka, the capital, and is touring the photographers’ communities in an exhibition entitled ‘Do you see my world?’ The workshop was a joint initiative of the Government and UNICEF with Patshala, the South Asian Institute of Photography. It is, in turn, part of a government and UNICEF programme funded by the European Commission – the Adolescents Empowerment Project (in Bengali, ‘Kishori Abihijan’) – that seeks to promote positive behaviour and social change for the country’s 28 m
portalregiaooeste
agosto09/ 2016

Atualmente, mais de 700 milhões de mulheres e meninas no mundo se casaram antes dos 18 anos de idade. Dessas, 17% – ou 125 milhões – vivem na África. Mais de uma em cada três – o que significa mais de 40 milhões delas – se casaram antes dos 15 anos de idade. Se os índices atuais persistirem na África, o número de mulheres e jovens que se casaram antes dos 18 anos pode chegar a 310 milhões em 2050. De acordo com o relatório Perfil do Casamento na Infância na África, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a projeção de aumento se deve às lentas taxas de redução no número de casamentos precoces, somadas a um rápido crescimento demográfico.

Na África, diferentemente de outras regiões do mundo, a tendência é de que cada vez mais meninas se casem antes dos 18 anos. De acordo com a projeção, até 2050 o Continente Africano deverá ultrapassar o Sul da Ásia como a região com o número mais elevado de mulheres – entre 20 e 24 anos – que terão casado na infância. Dados do Unicef lançados em 2014 mostram que enquanto a taxa de casamentos na infância diminuiu ligeiramente ao longo das últimas três décadas, as medidas para evitá-los precisam ser ampliadas de forma dramática, para compensar o crescimento da população.

Na África, o percentual de jovens mulheres que se casaram na infância diminuiu de 44% em 1990 para 34% atualmente. No entanto, com a previsão de que o número de meninas aumente de 275 milhões (2016) para 465 milhões (em 2050), o Unicef estima que, mesmo que haja redução na taxa desses casamentos, o número de meninas noivas vai aumentar. O casamento infantil é definido como união formal ou informal antes dos 18 anos e é uma realidade para ambos os sexos, embora as meninas sejam desproporcionalmente as mais afetadas.

De acordo com o documento do Unicef, quando as meninas se casam, suas perspectivas de vir a ter uma vida saudável e bem-sucedida diminuem drasticamente, desencadeando muitas vezes um ciclo intergeracional de pobreza. As meninas casadas têm menos probabilidades de terminar os estudos, mais probabilidades de ser vítimas de violência e de ser infectadas pelo HIV. Os filhos de mães adolescentes correm maior risco de nascerem mortos ou morrer no primeiro mês de vida. Além disso, o casamento infantil muitas vezes resulta na separação da família e dos amigos e na falta de liberdade de participar de atividades comunitárias, que podem ter consequências importantes para o bem-estar físico e mental das meninas.

As mortes maternas relacionadas à gravidez e ao parto são um componente importante de mortalidade de meninas com idade entre 15 e 19 anos em todo o mundo, sendo responsáveis por 70 mil mortes por ano, segundo o Unicef. Se a mãe tiver menos de 18 anos, o risco de o bebê morrer no primeiro ano de vida é 60% maior do que o de um bebê nascido de uma mãe com idade superior a 19 anos. Mesmo que o bebê sobreviva, é mais propenso a sofrer de baixo peso ao nascer, de desnutrição e de desenvolvimento físico e cognitivo tardio.

Via Agência Brasil

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