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25 anos após massacre do Carandiru, apenas 43 famílias foram indenizadas

EBC
portalregiaooeste
outubro03/ 2017

Ação da polícia durante rebelião no presídio deixou 111 presos mortos em 2 de outubro de 1992

Após 25 anos, só 43 famílias dos 111 presos mortos durante a invasão da Polícia Militar (PM) na Casa de Detenção do Carandiru, em São Paulo, foram indenizadas pelo governo. A informação faz parte do levantamento da pesquisa de um grupo de estudo que analisou 30 mil páginas do processo que envolve o caso. Os detentos foram mortos após a PM entrar na cadeia para conter uma rebelião na Zona Norte. E, até hoje, não houve punição aos culpados. Este ano, a Justiça de São Paulo suspendeu a realização dos novos júris até que recursos especiais do Ministério Público (MP) e das defesas dos policiais militares acusados de matar os presos sejam julgados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. A decisão foi tomada depois que, em 11 de abril, o Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo manteve a decisão de setembro de 2016 que anulou os cinco julgamentos que haviam condenado 74 PMs pela morte de 77 presidiários. O principal argumento é de que não foi possível individualizar a conduta de cada policial para saber quem matou quem. O caso segue sob segredo de Justiça porque a defesa dos réus conseguiu autorização judicial para que os nomes dos PMs não fossem divulgados. Nos júris anteriores, que tinham sido realizados entre 2013 e 2014, os policiais haviam recebido penas que variavam de 48 a 624 anos de prisão.

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