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CPI da Saúde é protocolada na Câmara

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portalregiaooeste
novembro06/ 2019

CPI da Saúde é protocolada na Câmara. Com mais de 40 mil
assinaturas povo condena saúde de Osasco

“O crime organizado está instalado em Osasco. Precisamos investigar a emissão de notas frias pela Pacaembu no Antonio Giglio. O prefeito é um moleque. Rogério Lins precisa explicar 250 mortes em três meses no Hospital Antonio Giglio. Chega de roubo, o povo está cansado”, afirma o vereador Tinha di Ferreira

Em meio a muita confusão, protesto, bate-boca e empurra-empurra, foi protocolada, na sessão de quinta-feira, 31/10, da Câmara Municipal de Osasco, a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para investigar diversas denúncias na área da Saúde. Entre as principais reclamações dos munícipes, estão a falta de médicos nas unidades, de medicamentos e a demora no atendimento e na realização de exames.

Também foi feita a entrega ao presidente da Câmara, vereador Ribamar, de um abaixo-assinado contendo mais de 40 mil assinaturas em favor da abertura da investigação.

A CPI foi proposta pelos vereadores oposicionistas, Dr. Lindoso (PSDB), Tinha Di Ferreira (PTB) e Dra. Régia Gouveia Sarmento (PDT), que também solicitam ao prefeito de Osasco, Rogério Lins, do Podemos, explicações sobre 250 mortes que ocorreram em um período de três meses no Hospital Municipal Antonio Giglio (HMAG), sob gestão da Associação da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Pacaembu, desde março deste ano. Bruno do MBL também participou do protesto.

“O prefeito precisa vir a público explicar as 250 mortes que ocorreram no Hospital Antonio Giglio. Ele ficou 15 dias internado no Hospital, foi brincar de hóspede porque não tem vergonha na cara. No mês em que o prefeito ficou lá, morreram mais de 100 pessoas de infecção hospitalar. Em sessão na Câmara, já falei na cara dele (Rogério Lins) que ele é um moleque e um mal caráter. Precisamos investigar as notas frias que estão sendo emitidas pela Pacaembu no Antonio Giglio. O prefeito sabe quem é o Anderson que visita vocês todo mês”, disparou o vereador Tinha di Ferreira.

Durante o protesto organizado pelos vereadores de oposição, foi feito ainda o enterro da “Saúde de Osasco”.

Na tentativa de “abafar” a manifestação, que aconteceu em frente à Câmara – antes da entrega do abaixo-assinado -, um trio elétrico da empresa Giga Som Promoção e Eventos, de placas SP-Guarulhos – AIT-8413, ficou estacionado de forma irregular na vaga de descarga, posicionado-se de frente para a manifestação, adaptado com aparelhos de sonorização e alto-falantes de potência máxima. “Quero saber se é com dinheiro da Secretaria de Comunicação ou de propina. Estamos fiscalizando os desmandos do prefeito Rogério Lins. É triste ver o que estão fazendo. O crime organizado se instalou em Osasco. Não adianta nos intimidar, pois não vamos desistir, continuaremos na luta, queremos CPI da Saúde Já. Chega de roubo, o povo tá cansado”, alfinetou o petebista.
Para defender o governo, alguns servidores municipais comissionados foram até a frente da Câmara de Osasco usando camisetas brancas com a frase: “CPI eleitoreira não”. Alguns mais exaltados tentaram inclusive agredir os vereadores e manifestantes oposicionistas.

Tinha afirmou que vai solicitar ao Ministério Público que investigue o uso da máquina pública para tentar “reprimir” a manifestação, tendo em vista que os funcionários estavam em horário de trabalho.

Dr. Lindoso ressaltou que foram quase seis meses em caminhadas, reuniões e encontros. “No Hospital, as pessoas não têm um atendimento médico justo e digno para todos; é um verdadeiro absurdo. Hoje temos que sair de Osasco e ir para Barueri ou Carapicuíba para sermos atendido, isso não é aceitável”, destacou o peessedebista.

A reportagem do Portal Região Oeste entrou em contato com a Prefeitura de Osasco mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno.

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