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Vereadores custaram R$ 370 mil por 10 horas em plenário

camara
portalregiaooeste
março01/ 2018

Nos últimos dias, a Câmara de Osasco vem sendo alvo de uma nova polêmica. Dessa vez, o tempo que os 21 vereadores passam em plenário começa a ser questionado pela população. Em um mês completo, os parlamentares passaram apenas 10 horas em plenário, entre cancelamentos, adiamentos e falta de quórum que encerraram as sessões mais cedo, ao custo de quase R$ 370 mil para os cofres públicos.

Nessas 10 horas em plenário, ou seja, um mês completo de trabalho, os 21 vereadores acataram 8 vetos do prefeito Rogério Lins (PODEMOS) e votaram 7 projetos, um deles que concede título de cidadã osasquense a deputada Renata Abreu presidente do partido de Lins. Em razão disso, 62 projetos ainda aguardam na fila pela atenção dos parlamentares. A Câmara de Osasco realiza duas sessões por semana, as terças e quintas-feiras, a partir das 15 horas.

Diante do esvaziamento das sessões, as comparações foram inevitáveis, um trabalhador brasileiro, por exemplo, tem a carga horária de 8 horas diárias, definida pela CLT. A partir daí, começaram os questionamentos sobre benefícios como carros alugados, verbas para combustíveis, custeio para alimentação e gabinetes mais confortáveis. Hoje, um vereador ganha em média por dia R$ 667,53, sendo R$ 500 só de salário (R$ 15.031,00 por mês). Em uma conta rápida, ao final de um ano o poder público banca cerca de R$R$ 5.046.557,04 com os 21 parlamentares. Na fatura, não estão incluídos os gastos com os 8 assessores a que cada um tem direito e nem outras benesses como celulares e contas de telefone.

O líder do governo no Legislativo, vereador Ribamar Silva (PRP), até que tentou justificar o atraso nas votações alegando que foi um acerto com as bancadas para que os vereadores possam entender os projetos antes de votá-los.

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