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Vacina contra dengue entra em nova fase de testes

23/06/2106- São José do Rio preto- SP, Brasil- O governador Geraldo Alckmin acompanhou nesta quinta-feira (23), em São José do Rio Preto, o início dos testes em humanos da primeira vacina brasileira contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e um dos maiores centros de pesquisa biomédica do mundo. Foto: Daniel Guimarãres/ A2img /
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julho28/ 2016

Foram iniciados nesta quarta-feira (27), em Porto Alegre os testes em humanos da primeira vacina brasileira contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, órgão do governo de São Paulo. Cerca de mil porto alegrenses de 18 a 59 anos devem participar voluntariamente do estudo, que integra a terceira e última etapa de testes antes de a vacina ser submetida à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que possa ser produzida em larga escala pelo Butantan e disponibilizada para campanhas de imunização em massa na rede pública de saúde em todo o Brasil.

“A vacina até agora foi muito bem, tem altíssima imunização contra os quatro tipos de vírus, e em uma dose só. Será a primeira de apenas uma no mundo. Isso terá impacto em todos os países tropicais e subtropicais. É uma grande conquista cientifica do Instituto Butantan de São Paulo”, afirmou o governador Geraldo Alckmin, que acompanhou o início dos testes.

O Rio Grande do Sul será o único Estado da região Sul a receber os testes clínicos da vacina. As testagens já estão em andamento em Manaus (AM), Boa Vista (RR) e Porto Velho (RO) na região Norte, em mais dois centros no Estado de São Paulo (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto) e em um centro de pesquisas de Fortaleza (CE).

Ao todo, os testes envolverão 17 mil voluntários em 13 cidades nas cinco regiões do Brasil. São convidadas a participar do estudo pessoas saudáveis, que já tiveram ou não dengue em algum momento da vida e que se enquadrem em três faixas etárias: 2 a 6 anos, 7 a 17 anos e 18 a 59 anos. Os participantes do estudo são acompanhados pela equipe médica por um período de cinco anos para verificar a duração da proteção oferecida pela vacina.

A vacina do Butantan, desenvolvida em parceria com os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês), é produzida com vírus vivos, mas geneticamente atenuados, isto é, enfraquecidos. Ela deve chegar ao mercado em dois anos.

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