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Sinprosasco propõe reflexão sobre fato x fake nas eleições de 2018

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portalregiaooeste
agosto17/ 2018

Por Onassis Xavier e Jucelene Oliveira

A Política é a ciência da governança de um estado ou nação. É também a arte de negociação para compatibilizar interesses. O termo tem origem no grego “Politika”, uma derivação de “Pólis”, que designa “aquilo que é público”. A ciência política trata da forma de atuação de um governo em relação a determinados temas sociais e econômicos de interesse público.

Estamos a menos de três meses para as eleições de 2018, momento em que seremos responsáveis por eleger representantes para os próximos quatro anos. Esses tais podem trazer melhorias e avanços para o Brasil, que é o que todos nós esperamos, ou simplesmente perpetuar uma política ainda pior e mais retrógada do que a que temos visto e sido vítimas nos últimos tempos. Infelizmente, a internet se tornou um celeiro de notícias e informações que podem ajudar ou prejudicar ideias, projetos e assuntos de candidatos sérios, ou ainda ajudar a disseminar mentiras de candidatos desonestos. Estamos diante das fakes news, como assim chamadas, que têm tomado uma proporção gigantesca de espaço e consideração na opinião pública.

A educação virtual é uma arma importante para detectar informações falsas no noticiário, segundo especialistas. Essa “alfabetização” deve contar com esforços de vários setores da sociedade, para evitar que as fake news tumultuem o debate público.

A dificuldade de identificar notícias falsas afeta até países com os melhores índices de escolaridade. Uma pesquisa da Universidade de Stanford apontou, em julho deste ano, que estudantes americanos tiveram problema para checar a credibilidade das informações divulgadas na internet. Dentre 7.804 alunos dos ensinos fundamental, médio e superior, 40% não conseguiram detectar fake news.

O Sinprosasco chama atenção dos eleitores de São Paulo para a importância de pensarmos juntos nesta eleição e assim, conseguir mudar ou reorganizar melhor o Congresso Nacional. É hora de enterrar a carreira política dos deputados e senadores que fizeram muito mal ao povo, que votaram contra os interesses da sociedade que confiou no trabalho deles. Eles se elegeram com o voto popular, mas votaram o tempo todo contra o Brasil e contra os direitos do povo e dos trabalhadores. Esses políticos não podem permanecer impunes nessa próxima eleição.

A classe trabalhadora, em especial nós, professores, precisamos nos atentar para alguns fatos:
• O Maranhão paga o maior salário para professor do País;
• O Estado da Paraíba cumpre o 1/3 da jornada do professor fora da sala de aula;
• O salário base do professor de SP deveria ser de R$ 3.600,00 (dados da revista Nova Escola online).

Com o golpe patrocinado pelos políticos e pela elite brasileira, o Brasil atravessa uma gravíssima crise política, econômica e ética. O povo brasileiro e, principalmente, o eleitorado paulista, não pode (ou não deve) eleger políticos que votaram a favor da Reforma Trabalhista, que precarizou as relações de trabalho e tem sido responsável pelo aumento ou agravo do desemprego no Brasil inteiro; na terceirização do trabalho; no congelamento dos investimentos/ teto dos gastos públicos que paralisou o País (Emenda Constitucional 95/2016). Tudo isso é fato!

Diante dos fatos e não fakes, nós trabalhadores, só temos uma opção: votar contra os traidores da classe trabalhadora, que venderam a ideia de modernização das relações de trabalho e oferta de emprego, e mostraram justamente o contrário. Nada disso aconteceu.

Os apoiadores desse governo golpista, se forem reeleitos, votarão na reforma da previdência e nós, professores/trabalhadores brasileiros, teremos que trabalhar muito mais tempo que o necessário para adquirir nossa tão sonhada aposentadoria.

Já faz parte do discurso público do candidato Geraldo Alkimim do PSDB que, se eleito, fará a Reforma da Previdência ainda no primeiro semestre de 2019. Isso é fato! E ele ainda enfatiza que ela é necessária e modernizadora, assim como discursou sobre a reforma trabalhista.

Sugerimos que confiram as listas e façam suas opções de maneira consciente e responsável. Se votarem nos apoiadores do golpe, não poderão reclamar depois da Reforma da Previdenciária que virá em breve.

Para conhecer ou relembrar os deputados que votaram a favor da reforma trabalhista, acesse: http://www.sinprosasco.org.br/noticias/reforma-trabalhista-professores-relembrem-como-votaram-os-deputados-de-cada-partido.

Para mais informações, acesse o site do Sinprosasco www.sinprosasco.org.br.

Onassis Xavier, Presidente do Sinprosasco
Jucelene Oliveira, Jornalista

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