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Será nossa decisão: chorar de alegria ou de tristeza?

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portalregiaooeste
outubro26/ 2018

Texto: Diretoria do Sinprosasco

Estamos diante da mais importante decisão política de todos os tempos de nossa História recente. Lutamos bravamente, enfrentando todas as adversidades possíveis para exercermos o direito de escolher o presidente da República, conquistado com o advento de nossa Constituição Cidadã, que completou 30 anos no último dia 05 de outubro.

Enfrentamos períodos de torturas, cerceamento de expressão, exílio de diversas pessoas que dedicaram sua vida à luta pela liberdade e difíceis tempos econômicos, porém vencemos todas as dificuldades, utilizando os meios propostos pela democracia, valorizando os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) embora, discordando de muitas decisões tomadas por seus componentes, e promovendo o maior período de liberdade democrática já vivido nesse país, lembrando que os golpes e as ditaduras são elementos clássicos e muito presente em nossa História Republicana.

Conseguimos construir um projeto de nação calcada nos valores mais nobres de uma sociedade: o respeito à diversidade cultural, étnica, social e econômica; o respeito à soberania nacional e, fundamentalmente, da garantia das liberdades individuais.

Na atual eleição temos que decidir entre a democracia e um modelo totalitário revestido de todas as características clássicas do fascismo: militarizado, controlador ideológico, perseguição às minorias, xenofobia e autoritário.

Esses regimes, quando se desenvolveram na Europa pós Primeira Guerra Mundial, tinham a “sutileza” como sua marca registrada, se consolidaram de forma silenciosa e imperceptível e suas ações surpreenderam a todos quando chegaram ao poder.

Em nosso caso, o candidato que representa essa forma de pensar o mundo não esconde o que pretende fazer: mandar embora do país, ou prender, a oposição (discurso em ato realizado na Avenida Paulista como todos ouviram), promover uma supressão de todos os direitos trabalhistas criando duas categorias de trabalhadores, controlar as mídias e os formadores de opinião, interferir diretamente na liberdade de cátedra dos professores, sob o argumento de “ideologização”, aumentar os incentivos ao agronegócio em detrimento ao pequeno produtor, caracterizar como terroristas os movimentos sociais, enfim, várias medidas de cunho autoritário, ditatorial, que na iminência de não se propor a “negociar” (um dos princípios da Política), se encaminhará naturalmente em direção ao pior de todos os governos: a TIRANIA.

A única proposta que apresenta benefícios e ganhos para os trabalhadores é a de Fernando Haddad. Comprometeu-se a participar dos debates, não fugiu a assumir erros cometidos no passado e o comprometimento de não os repetir. Garantir, e quem sabe ampliar, os direitos dos trabalhadores, buscar estratégias sensatas e coerentes para o desenvolvimento econômico e a recuperação do emprego, mas o mais importante para o momento: garantir os direitos individuais, as liberdades de expressão e pensamento e a manutenção do ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO, com respeito às normas constitucionais e as Instituições do Estado.

A classe trabalhadora tem a obrigação de votar a favor de seus direitos, de proteger suas Convenções Coletivas de Trabalho e seus Sindicatos, que os defendem e representam, e talvez o principal deles: o de sua aposentadoria. Todos esses direitos estão ameaçados caso o candidato Jair Bolsonaro ganhe essas eleições. Sua vitória representa o que de pior pode acontecer aos trabalhadores do Brasil, que correm o risco da volta à escravidão total.

A tarefa central é derrotar o atraso, o autoritarismo, o machismo, o racismo, a xenofobia, a homofobia e todas as outras formas de ódio. A nossa luta é pela liberdade, pelo verdadeiro debate e pela democracia.

O movimento sindical sempre se fez importante na luta pela democracia e em defesa da classe trabalhadora. Fomos cruciais em vários momentos da história. Estivemos e seguimos do lado certo. Nossa última batalha mostrou que só com o apoio da categoria, com mobilização e ocupação das ruas é que se sai vitorioso. A manutenção da nossa convenção coletiva de trabalho é a prova de que a reforma trabalhista não nos será imposta facilmente goela abaixo, mas também demonstra, que num cenário autoritário, teremos mais dificuldades de aprová-la e fazer valer nossos direitos.

Professor, professora, fique do lado certo!

Posiciona-se a favor da democracia e da liberdade!

Escolha o cenário no qual teremos espaço para discussão, para o diálogo e para a negociação!

No próximo domingo, dia 7 de outubro, temos em nossas mãos o poder de decidir: chorar de alegria comemorando a vitória da democracia e de nossos direitos primordiais ou chorar de tristeza pelas perdas vindouras.

Como sempre, o SINPROSASCO não se acovardou e seguiu atuante nessa luta. Alertamos os trabalhadores, divulgamos matérias em nossos canais de comunicação e no corpo a corpo diário com os trabalhadores. Não se pode alegar desconhecimento ou omissão.

A escolha pelo choro de alegria ou de tristeza é nossa, ou seja, da maioria do povo brasileiro. Isso é democracia, façamos nossas escolhas!

Orientamos e alertamos: ou votamos no candidato Fernando Haddad do PT ou sofreremos por um longo tempo se seu opositor for eleito. E não adiantará se desculpar cinquenta anos depois.

DECIDA agora!

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