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Sem reajuste, professores de escolas particulares podem entrar em greve

Boletim Sinprosasco campanha salarial
portalregiaooeste
maio11/ 2018

Com a recusa do sindicato que representa donos de escolas particulares em negociar reajuste salarial, professores e auxiliares de administração escolar decidiram em assembleia assumir o estado de greve nas escolas, vestir preto toda terça-feira como forma de protesto e a realizar mobilização nas ruas. Uma nova assembleia será realizada no próximo dia 19, às 14 horas.

De acordo com Sinprosasco (Sindicato dos Professores de Osasco e Região), a data base para o reajuste salarial dos professores da rede privada de ensino do estado de São Paulo é 1 de março. Como não houve negociação entre a comissão de sindicatos coordenada pela FEPESP (Federação dos Professores do Estado de São Paulo) e os representantes patronais, a negociação foi para a Justiça do Trabalho. A primeira audiência de conciliação ocorreu em 23 de março.

Na ocasião, a vice-presidência do TRT sugeriu prorrogar por mais 45 dias a Convenção Coletiva de Trabalho, a partir de 2/04, o que foi aceito pelos representantes dos professores. “Nós aceitamos de pronto. Agora teremos mais 45 dias com tranquilidade das causas válidas para termos tempo de negociar e chegar a um bom termo de renovação”, disse Celso Napolitano, presidente da Fepesp.

Contudo, na rodada de negociação no dia 27 de março, o representante patronal abandonou a discussão da convenção coletiva, declarou-se fechado a novas negociações e, ainda, declarou que não aceitará a proposta do Tribunal Regional do Trabalho de prorrogar a vigência das cláusulas da atual convenção por 45 dias, e, com isso, permitir a continuidade das negociações.

Com essa negativa do Sieeesp o dissídio coletivo da Educação Básica seguiu para julgamento.

“O fim da Convenção Coletiva é algo gravíssimo para a categoria. É um retrocesso em mais de 20 anos de luta e conquistas” explica Onassis Xavier, presidente do Sinprosasco.

“Perder a Convenção Coletiva implica na perda de vários direitos, entre eles, o professor perderia o recesso em dezembro; o direito a bolsa de estudos para os filhos na escola onde leciona; o direito a semestralidade – garantia de não ficar desempregado no meio do semestre; teria aumento no tempo de duração da aula, o que representa um rebaixamento salarial; teria suas férias coletivas parceladas e a diminuição do recesso de 30 para 20 dias, além permitir banco de horas e compensação de feriados, ou seja, fim das horas extras”, explica.

Nova audiência é marcada

O Tribunal Regional do Trabalho agendou nova audiência de conciliação entre os sindicatos de professores e auxiliares da educação básica em São Paulo e os representantes de donos de escolas para quinta-feira, dia 17, às 14h30.

Essa audiência é a nova etapa do processo de dissídio coletivo instaurado pela Fepesp em nome de seus sindicatos integrantes, diante da recusa do setor patronal em seguir com as negociações da convenção coletiva de trabalho da Educação Básica.

Independente da audiência prosseguem os trabalhos da organização da categoria. O Sinprosaso já convocou nova assembleia deliberativa para sábado, dia 19 de maio, às 14 horas em sua sede em Osasco, e essa programação será mantida. Os professores decidirão juntos se vão aderir à greve em defesa da Convenção Coletiva de Trabalho.

SERVIÇO 
Site: www.sinprosasco.org.br
Facebook: facebook.com/sinprosasco
Fone: (11) 2284-7400 / E-mail: sinprosasco@sinprosasco.org.br
Endereço: Rua Deputado Emílio Carlos, 937 – Vila Campesina – Osasco/SP

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