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Sem integrar grupo prioritário, pré-candidato que acompanha prefeito toma vacina

Foto: reprodução do Facebook
portalregiaooeste
maio14/ 2018

Pegou muito mal para o pré-candidato a deputado estadual, Delbio Teruel (PODEMOS) que mesmo não fazendo parte de nenhum grupo prioritário para vacinação contra a gripe, foi um dos imunizados no último sábado, 12, durante o Dia D da Campanha Nacional de Vacinação.

Ele acompanhava a agenda do prefeito de Osasco, Rogério Lins (PODEMOS), que traz mais uma polêmica para a conta ao fazer uma selfie da sala de vacinação com Teruel, o vereador Ralfi Silva (PODEMOS) e funcionários da Unidade Básica de Saúde, José Sabino, no Jardim Baronesa.

Além do mau exemplo da vantagem que o pré-candidato tirou ao acompanhar o prefeito, inclusive foi publicada por ele mesmo em sua página do Facebook e posteriormente retirada, a atitude foi muito criticada pela população. E choveram comentários. “Só o povo não pode tomar vacina da gripe. Político pode, mesmo não sendo do grupo de risco”, escreveu uma munícipe sobre a postagem. “(…) nem secretário é mais. E mesmo que fosse não está no grupo de risco”, postou outro morador da cidade.

Acuado, depois do estrago, Teruel até tentou justificar a “casquinha” dizendo que sua intenção “foi incentivar todos que não acreditam na importância da vacinação”. A desculpa não convenceu e, para piorar, ele ainda colocou uma informação errada em sua resposta. “Venha você ao posto, a vacina não é negada a nenhum cidadão”. “É mentira mesmo. Aqui no posto Maria Gatti também negaram a meu neto que é de grupo de risco, só com atestado do médico e para o outro também. A atendente disse que se ela aplicasse, teria que pagar pela vacina, agora vem esse e diz que não é negado…mentiroso como todos”, revoltou-se outra munícipe.

Porém é importante destacar que a vacinação contra a gripe é exclusiva para o grupo prioritário formado por:

Crianças de 6 meses a 5 anos;
Pessoas com mais de 60 anos;
Gestantes;
Mulheres que deram à luz nos últimos 45 dias;
Profissionais da saúde;
Professores das redes pública e particular;
População indígena;
Portadores de doenças crônicas, como diabetes, asma e artrite reumatoide;
Indivíduos imunossuprimidos, como pacientes com câncer que fazem quimioterapia e radioterapia;
Portadores de trissomais, como as síndromes de Down e de Klinefelter;
Pessoas privadas de liberdade, e
Adolescentes internados em instituições socioeducativas, como a Fundação Casa.

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