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Segundo semestre promete mais luta para os professores

Sinprosasco
Jucelene Oliveira
julho27/ 2018

O primeiro semestre do ano passou voando. Embora rápido, pode-se dizer que foi intenso, árduo e com muita luta e trabalho. O reflexo desse primeiro período para os professores da rede particular do estado de São Paulo foi de vitória e conquistas, graças à força e à união da categoria. Contudo, não se pode esquecer o quão importante é manter-se permanentemente mobilizado.

O segundo semestre já começou e com ele, professores e alunos voltam para as salas de aula em breve. Não se pode perder de vista, entretanto, que já existe reunião de negociação para a Campanha Salarial dos Professores 2019, marcada para acontecer em setembro.

Isso porque a categoria lutou bravamente por cinco meses a fio, ao lado e com o apoio do Sinprosasco, FEPESP e demais sindicatos associados, para ter seus direitos trabalhistas respeitados e não perder a convenção coletiva de trabalho, a maior conquista dos docentes em vinte anos. Todas as cláusulas foram mantidas até 28 de fevereiro de 2019, ou seja, é hora de já tratar das novas garantias após fevereiro. A categoria garantiu, por exemplo, a bolsa de estudo para os filhos de professores, o recesso escolar de 30 dias no fim ano, a semestralidade de salários, a homologação no sindicato, entre outras coisas.

Relembrando um pouco o que passou, foram duas paralisações com enorme repercussão na mídia. A primeira no dia 23, e a segunda no dia 29 de maio. Os protestos da primeira causaram o bloqueio de dois sentidos da Avenida Paulista, na região Central. Professores do ensino básico de 32 escolas tradicionais da rede particular de São Paulo não deram aula e saíram em protesto contra a revisão dos benefícios. Já a segunda paralisação contou com 102 escolas com atividades suspensas e mais de 3 mil professores nas ruas, com o apoio de pais e alunos.

Além disso, houve ação no Tribunal Regional do Trabalho, diversas manifestações, assembleias e reuniões. Foi dessa maneira que a categoria mostrou que é possível enfrentar e vencer a ‘reforma’ trabalhista.

Ações do Sinprosasco

O Sinprosasco fez várias atuações importantes em escolas e faculdades, a fim de resguardar os direitos dos professores. No início de março, dia 2, o professor e diretor do Sindicato dos Professores de Osasco e Região, Renato Carlos da Silva, foi agredido em frente ao Colégio Bela Vista, em Osasco, enquanto divulgava, entre outros fatos, que a instituição não estava cumprindo a Convenção Coletiva. Houve, inclusive, boletim de ocorrência.

No dia 21/03, o Sinprosasco esteve em frente à escola Cruzeiro do Sul, também em Osasco, para denunciar informações cedidas pela própria Direção do colégio, de que a unidade funciona com cursos regulares, cobrindo todo o ensino fundamental e médio, algo em torno de 14 turmas, e possui apenas dois professores registrados para o exercício da atividade docente. Qualquer escola com o mesmo número de turmas deveria funcionar com pelo menos dezesseis professores, ou seja, uma grande fraude trabalhista.

No dia 4 de abril foi a vez da faculdade Estácio, de Carapicuíba, ter a presença do sindicato para denunciar irregularidades. O Sinprosaco levou carro de som e fez panfletagem na porta da unidade por uma série de razões que podem ser conferidas no site do Sinprosasco: http://www.sinprosasco.org.br/noticias/sinprosasco-faz-panfletagem-em-frente-a-estacio-carapicuiba

Já em abril, dia 18, o Sindicato dos Professores de Osasco e Região também esteve com o carro de som em frente ao Colégio e Faculdade Mário Schemberg, em Cotia.

Mesmo diante da ação e atuação do Sinprosasco e das vitórias alcançadas, professoras e professores continuam sendo coagidos e seus direitos ainda são e estão ameaçados. São vários colégios da região com atraso de pagamento de salários, de férias, ausência de depósito do FGTS. É por isso que o Sindicato conclama a categoria para manter-se permanentemente mobilizada e atenta. A luta continua!

Para mais informações, acessem o site do Sinprosasco www.sinprosasco.org.br.

Jucelene Oliveira
Jornalista do Sinprosasco

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