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Rogério Lins não cumpre palavra e agrava crise com médicos em Osasco

MEDICOS1024
portalregiaooeste
dezembro20/ 2017

 

O caos na saúde pública de Osasco ganhou um ingrediente a mais na terça-feira, 19. Rogério Lins, prefeito do município, mandou a Câmara de Vereadores não votar o Projeto de Lei Complementar 31/2017, que estabelecia uma equiparação salarial entre médicos plantonistas e diaristas. “O projeto era muito importante e esta atitude mostra que o senhor Rogério Lins é descompromissado com a saúde pública de Osasco”, afirmou Eder Gatti, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp).

De autoria do próprio Executivo, o projeto havia sido enviado recentemente à Câmara. Para que a votação realmente acontecesse, o Simesp reuniu-se com o prefeito. Segundo Gatti, Rogério Lins teria garantido ao sindicato que a votação e aprovação do projeto aconteceriam na sessão de terça-feira, 19. “Rogério Lins descumpriu uma fala que ele teve conosco em reunião, garantindo que este projeto seria apresentado e aprovado. Porém, o próprio prefeito retirou o projeto (da pauta da Câmara). Isso mostra um descompromisso com os médicos e com o cidadão que depende dessa assistência”, disse Gatti.

Ainda durante a sessão, a crise foi ampliada após o Simesp entregar uma carta aberta aos vereadores e à população, por meio da qual reivindica a reposição das perdas salariais e cobra que sejam feitas reformas urgentes nas unidades de saúde. “Na manhã de quinta-feira, 21, estaremos em frente da Policlínica da Zona Norte para revelar os problemas da saúde pública de Osasco”, avisou Gatti.

Entenda o caso
O projeto que não foi votado prevê que deixem de existir médicos plantonistas e diaristas na rede municipal de Osasco. Todos os 1.800 profissionais passariam a responder apenas pelo cargo de médico. A mudança é necessária, conforme o sindicato, porque os médicos que cumprem jornada de 20 horas semanais recebem, proporcionalmente, menos do que aqueles com jornada de 12 horas.

Com a mudança, o valor da hora trabalhada passaria a ser de R$65,60. O salário mensal para a jornada de 12 horas seria de R$3.936,04 e para a de 20 horas seria de R$6.560, estabelecendo-se uma equivalência dos vencimentos.

O argumento da prefeitura para a retirada do projeto da pauta seria a necessidade de uma análise mais profunda do impacto da medida no orçamento municipal. Com isso, o projeto só deverá voltar à Câmara em 2018.

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