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Em meio à pandemia do coronavírus, Rogério Lins gasta 28 milhões da saúde com terceirização

UBS
portalregiaooeste
março22/ 2020

O prefeito de Osasco Rogério Lins aproveita situação e gasta 28 milhões com terceirização das UBS. A medida foi duramente criticada. Os médicos, Dr. Lindoso e Gaspar defendem a criação de um comitê para enfrentamento ao novo coronavírus (Sars-Cov-2). Emidio pede que a prefeitura suspenda a terceirização

Em meio a pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2), que já contabilizam 1.546 infectados no Brasil, com 25 mortos no país, sendo 22 no estado de São Paulo, o prefeito Rogério Lins, anunciou a terceirização de 18 Unidades Básicas de Saúde (UBS) em Osasco. As UBS, a partir de segunda, 23, serão gerenciadas pela Organização Social Instituto Esperança e Vida, pelo prazo de 180 dias, com valor estimado de R$ 28.416.612,17. Os Profissionais dessas unidades serão remanejados e lotados em outras unidades, conforme portaria 19/2020.

A medida adotada por Lins sofreu críticas de parlamentares, como do deputado estadual Emidio de Souza, que administrou a cidade por dois mandatos.

Também criticou a terceirização, o médico e vereador, doutor Lindoso, e o também médico, ex-deputado estadual, doutor Carlos José Gaspar, que atua há quase 40 anos na UBS do Jaguaribe, zona sul da cidade.

Os médicos Lindoso e Gaspar, defendem em primeiro lugar, a criação de um comitê para enfrentamento ao surto provocado pelo novo coronavírus.

Defendem ainda que o comitê seja presidido por um médico infectologista e experiente, e que os demais membros sejam técnicos e profissionais da área da saúde.

“Faltam máscaras, luvas, álcool em gel 70% e equipamentos de proteção adequados para os profissionais da saúde de Osasco trabalharem. Vejo muita fala e pouca ação no combate a pandemia. Terceirizar as UBS em plena crise do Covid-19, no meio dessa tempestade toda, é um grande erro. Necessário é investir este dinheiro neste momento com a criação de novos leitos de UTI, com respiradores, e também EPI´s, que são os equipamentos de proteção individual”, destaca Lindoso.

Gaspar, que tem 63 anos, e que atua há 38 anos na UBS do Jaguaribe também se posicionou contra a terceirização. “Fomos surpreendidos com essa terceirização. As UBS são o primeiro elo do sistema de saúde com a população. Têm o papel fundamental de fazer a triagem, para que nas UPAs e Hospital sejam atendidos os casos que precisam de internação. As UBS
deveriam ser adaptadas para receber os pacientes que tem dúvidas com relação ao coronavírus. Boa parte dessas dúvidas, creio que 90%, podem ser resolvidas até por telefone”, frisou.

Já o deputado estadual Emidio de Souza pede que a prefeitura suspenda a terceirização nas UBS e apoie mais os profissionais da saúde. “Tira os profissionais que estão ali e coloca uma empresa privada que ninguém sabe quem é, nem que experiência possui. Isso não se faz no meio de um enfrentamento de uma pandemia como essa. Estamos numa situação de emergência e o que precisa ser feito agora é reforçar a contratação de médicos, ampliar as equipes de atendimento domiciliar. Também reforçar o atendimento de urgência e emergência (UPAs, Pronto Socorros e Hospital Antonio Giglio)”.

Em um áudio enviado aos profissionais das UBS, o prefeito Rogério Lins afirma que “foram criadas 47 novas equipes e ninguém vai ser desligado do nosso quadro de colaboradores”.

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