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Renan quer Tite no lugar de Temer

Brasília - Presidente do Senado, Renan Calheiros, durante votação no plenário da indicação do nome do economista Ilan Goldfajn para a presidência do Banco Central (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
portalregiaooeste
abril06/ 2017

ALEX SOLNIK
Renan é o rei dos rompimentos.
Foi aliado de Collor e rompeu com Collor.
Foi aliado de Dilma e rompeu com Dilma.
Foi aliado de Temer e agora rompeu com Temer.
O rompimento é programático. Renan entende que votar a reforma da Previdência do jeito que Temer quer é um suicídio político, no que está coberto de razão.

Para Temer pouco importa o futuro político: tem 75 anos, seu horizonte é entregar o governo ao sucessor a 1º. de janeiro de 2019. Ele não vai pedir votos em 2018, como Renan e muitos outros peemedebistas.

Temer não vai pedir votos nunca mais. (E é melhor que não o faça porque não os terá.)

Para Temer, tanto faz se os eleitores punirem quem aprovar a Previdência, mas não para Renan.

E para o grupo de Renan.
Ele não poderia ter sido mais preciso ao chamar Temer de Dunga. E afirmar que o Brasil “precisa de um Tite”.

Ele é um Dunga comandando um ministério de Dungas.
Só um Dunga aprovaria a terceirização, que conspira contra a arrecadação da Previdência quando o governo alega rombo na Previdência para cortar as aposentadorias.

Renan não disse, mas “Tite” só tem um na praça política, e seu nome começa com a letra L.

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