• Hoje é: terça-feira, janeiro 21, 2020

Rapaz se afoga em lago de parque público de Osasco

FullSizeRender
portalregiaooeste
outubro19/ 2016

Ele afundou após mergulho com amigos e desapareceu. Bombeiros suspenderam buscas à noite e retomam nesta quarta-feira. Família e vizinhas reclamam da falta de segurança no Parque Glauco Villas Boas, onde já houve outras mortes por afogamentos

Um parque público municipal de livre acesso e que concentra, além de reserva da mata atlântica, uma logoa profunda, mas que não tem qualquer tipo de vigilância por parte da Prefeitura de Osasco. Assim é o Parque Municipal Glauco Vilas Boas, localizado na avenida Doutor Alberto Jackson Byington com a Alameda Roraima, no bairro do Três Montanhas, e que foi palco de um grave acidente na tarde desta terça-feira, dia 18 de outubro. Um grupo de rapazes, todos moradores da cidade, decidiram espantar o calor nadando na lagoa. Entraram no parque e, sem sofrer qualquer tipo de abordagem, mergulharam. Dois deles submergiram e começaram a se afogar. O terceiro conseguiu resgatar um dos amigos e levar até a margem. Quando voltou para salvar o segundo, ele já havia afundado e sumido.

Não havia ninguém por perto – vigia, guarda ou salva-vidas – para pedir socorro. O Corpo de Bombeiros foi acionado e, imediatamente, iniciou as buscas. Mas teve que suspender os trabalhos à noite, devido à falta de iluminação. Os trabalhos devem ser retomados nesta quarta-feira. Mas há poucas chances, segundo bombeiros ouvidos pelo Portal Região Oeste, de encontrar, com vida, o rapaz de 26 anos, identificado como Marcos Vinícius Souza Souza.

O pai da vítima, morador do Rochdale, acompanhou os trabalhos e reclamou à reportagem do Portal a falta de vigilância no local. “Deveria haver mais seguranças aqui, Meu filho, infelizmente, não foi a primeira vítima”, afirmou. E ele está certo. Um rapaz, de 16 anos, morreu afogado, logo após pular na lagoa, em outubro de 2013. Um dia depois, o corpo de um rapaz de 22 anos também foi encontrado no local. Ele estaria morto há pelo menos três dias. Na época, a prefeitura informou que era proibido nadar no local e que havia placas alertando do perigo. Mas, em reportagens sobre o caso, exibidas por emissoras de televisão, moradores já reclamavam da falta de guardas e vigias. Problema que se repete até hoje. “Já ouvi falar de outros acidentes e óbitos no parque. Há só um funcionário que faz a limpeza e um zelador. E a lagoa, que é enorme e funda, não tem salva vidas. Além disso, o portão é livre para quem quiser entrar. Acontece direto esse tipo de acidente”, relata Antônio Pereira, morador de uma rua vizinha à área verde.

Já Cláudio do Santos, também morador do bairro afirma que os problemas vão além. “Já ouvi falar de estupros, assassinatos, roubos, além de afogamentos. Não tem segurança. Aqui, fica 24 horas por dia abandonado. No momento, só um jardineiro para manter o lago”, reforça.
O Parque Municipal foi inaugurado em fevereiro de 2012. Ele recebeu esse nome em homenagem ao cartunista Glauco Vilas Boas, que era morador do bairro em morreu assassinado, em março de 2010, junto com seu filho, Raoni, na casa da família. Eles foram atacados por um rapaz que frequentava um tempo religioso que Glauco mantinha na propriedade.

big banner