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Profissionais da Educação preparam Greve Nacional contra PEC da Previdência

Ato dos professores e profissionais da educcação
Jucelene Oliveira
maio06/ 2019

Texto: Diretoria Sinprosasco

Os profissionais da educação estão se organizando para uma Greve Nacional da categoria no próximo dia 15 de maio (quarta-feira) contra a proposta da reforma da Previdência do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Caso a PEC 6/2019 seja aprovada, os professores serão duramente prejudicados. A proposta do ministro Paulo Guedes é considerada uma agressão aos docentes, tanto na esfera público quanto particular. Indignados, os professores estão dispostos a reagir.

Para a Presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) e deputada estadual pelo PT-SP, Maria Izabel Azevedo Noronha (Bebel), a proposta é uma maldade contra os professores.

“O texto da reforma equipara a idade mínima entre professores e professoras em 60 anos. Acaba com a progressão continuada. Liquida com a aposentadoria especial. É um desastre!”, aponta.

A secretária-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Fátima Aparecida da Silva, ressalta que a categoria já está mobilizada. “Todos os profissionais sabem da gravidade dessa reforma. Se ela ataca profundamente as aposentadorias dos trabalhadores, o que dizer das trabalhadoras? Nós, mulheres, seremos muito prejudicadas. Nossa categoria é majoritariamente feminina. Já estamos fazendo manifestações por todo o Brasil, a fim de organizar a paralisação”, afirma.

A exemplo da união dos trabalhadores, no Dia Internacional do Trabalhador – celebrado na última quarta-feira, 1º de Maio – o Brasil testemunhou uma forte e acentuada organização de diversas categorias contra a reforma da Previdência. O projeto foi o mote dos principais protestos e manifestações em diversas cidades e estados brasileiros.

Em praticamente todas as capitais brasileiras houve manifestações nas ruas e espaços públicos. O maior ato registrado ocorreu do Vale do Anhangabaú, em São Paulo. As mobilizações reuniram cerca de 200 mil pessoas na região central da cidade.

De forma inédita, o ato foi convocado pelas principais centrais sindicais, como Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT), com frentes de movimentos sociais, como Brasil Popular e Povo Sem Medo. Além dos protestos, ocorreram também apresentações artísticas e culturais, incluindo shows de artistas famosos.

Para Onassis Xavier, Presidente do Sinprosasco – Sindicato dos Professores de Osasco e Região, e também professor na rede Sesi/Senai, o 1 de Maio sempre teve valor político e social muito importantes para a história do trabalhador brasileiro.

“O 1 de maio sempre foi um momento de luta, de reivindicar, de lutar por melhores condições de trabalho e pela manutenção dos direitos que já temos assegurados. Nossa aposentadoria e nossos direitos estão sendo atacados. Eu conclamo a categoria para se unir no próximo dia 15 de maio. Professores, venham para a rua novamente. Juntem-se a nós na defesa por nossos direitos”.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) lançou um portal com informações sobre o posicionamento de cada deputado federal e senador em relação à PEC 6/2019. Batizada de “Na pressão”, a plataforma divide os parlamentares em três grupos, o dos favoráveis à PEC, o dos indecisos e o dos contrários à proposta.

O portal identifica atualmente 363 deputados favoráveis à reforma da Previdência, 19 indecisos e 139 opositores. Para aprovar a proposta, o governo de Jair Bolsonaro (PSL) precisa do voto de pelo menos 308 deputados.

Para consultar os nomes, partidos e estados de cada deputado e senador, acesse aqui.

Outro ponto que também entrou para discussão é o corte de 30% no orçamento de 2019 para todas as universidades e institutos federais de ensino do país, realizado no dia 30/04 pelo Ministério da Educação (MEC).

O MEC informou que o corte de 30% dos repasses de recursos federais valerá para todas as universidades e institutos, e não só para UnB (Universidade de Brasília), UFF (Universidade Federal Fluminense) e UFBA (Universidade Federal da Bahia). A informação é do secretário de Educação Superior do MEC, Arnaldo Barbosa de Lima Junior, em entrevista concedida à TV Globo.

O anúncio aconteceu após declaração do ministro da Educação, Abraham Weintraub, de que o MEC cortaria recursos de universidades que não apresentassem desempenho acadêmico esperado e estivessem promovendo “balbúrdia” em seus campis. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Weintraub citou UFF, UnB e UFBA como alvo dos cortes.

“Universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia, terão verbas reduzidas”, disse o ministro. Weintraub afirmou, ainda, que as universidades têm permitido que aconteçam em suas instalações eventos políticos ou festas inadequadas ao ambiente universitário, e disse que as instituições deveriam estar “com sobra de dinheiro” para fazer “bagunça e evento ridículo”.

Segundo Lima Junior, o MEC passará a adotar critérios como a qualidade do ensino e a inserção dos alunos no mercado de trabalho para a liberação de verbas para as universidades.

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