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Professores se unem na Paulista para defender direitos

Foto: Sinprosasco
portalregiaooeste
maio24/ 2018

Desde o início da Campanha Salarial dos professores, data base 1 de março, os diversos Sindicatos que representam os professores têm procurado manter integralmente a Convenção Coletiva, um instrumento com força de lei, que se sobrepõe à CLT nas peculiaridades de cada categoria, que regula as relações de trabalho nas escolas e assegura direitos aos docentes e auxiliares de administração escolar.

O Sindicato dos patrões – o Sieesp – optou pelo litígio, deslumbrado pela flexibilidade que a reforma trabalhista trouxe, aposta na retirada de direitos e no esvaziamento da convenção. Exatamente por isso, já rejeitaram duas propostas de conciliação apresentadas pelo Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.

Contudo os professores seguem na luta por seus direitos. Exemplo disso são os protestos que ocorreram quarta-feira (23), com o bloqueio de dois sentidos da Avenida Paulista, na região Central. Professores do ensino básico de 32 escolas tradicionais da rede particular de São Paulo não deram aula e saíram em protesto contra a revisão dos benefícios, segundo o Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP). Ao todo, a cidade tem 2.500 escolas de educação básica na rede particular.

O ato começou na Rua Borges Lagoa, na Vila Clementino, Zona Sul, onde foi realizada assembleia. Em seguida, os manifestantes seguiram em direção ao Masp, ocupando faixas de vias como da Rua Domingos de Moraes e a Avenida Vergueiro, até chegar à Paulista.

Na região de Osasco, o movimento contou com adesão de 30% da categoria, que tem cerca de cinco mil profissionais em sua base. O levantamento é do Sinprosasco, que reúne professores das cidades de Osasco, Barueri, Carapicuíba e Cotia. Ainda na quarta, 23, o Sinprosasco fez um ato com carro de som em frente ao Colégio Padre Anchieta, no Centro.

Dentre as reivindicações dos professores, estão:

Manter os 30 dias de recesso no final do ano (o sindicato patronal quer reduzir para 23 dias);

Manter o número de duas bolsas de estudo para os filhos dos professores (o sindicato quer reduzir de duas para uma em escolas com menos de 200 alunos, desde que o professor dê pelo menos 10 aulas na escola);

Permitir que não se inviabilize a garantia semestral de salários (que regula o valor recebido em caso de demissão), das férias coletivas e a possibilidade de redução de salários por acordo.

É um engano supor que o conflito esteja limitado apenas à relação entre os dois sindicatos. Todas as escolas, por omissão, conivência ou interesse particular dissimulado, são também responsáveis pela falta de uma alternativa negociada. E isso prejudica a categoria.

Para a professora Danielle Albino, que atua em Osasco e São Paulo, a categoria precisa se unir mais do que nunca.

“Qualquer bom professor sabe que a riqueza de uma sala de aula está na sua diversidade, na interação coletiva que ora resulta em identidades, ora dissenções. Tenho a satisfação de prestar serviços para uma escola que nunca atrasou pagamentos, mas meu conforto atual não justifica que eu feche os olhos para o fato de que inúmeros empresários desrespeitem e assediem constantemente seu capital humano, ou seja, o professor. Acho que nós, professores, precisamos pensar como classe e não como indivíduos”, disse.

O Sinprosasco orienta que os “professores fiquem atentos às novas convocações para assembleias e manifestações públicas. É preciso determinação, unidade e firmeza para vencermos essa luta!”.

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