• Hoje é: quarta-feira, maio 23, 2018

Primeiros acusados na Operação Caça-Fantasmas começam a ser interrogados

Camara Osasco
portalregiaooeste
maio09/ 2018

Antigos aliados aproveitaram a notícia de que a juíza da Segunda Vara Criminal de Osasco teria marcado o início do julgamento de 12 dos 14 vereadores denunciados na Operação Caça-Fantasmas, para trazer à tona um assunto que ainda aterroriza o prefeito Rogério Lins (PODEMOS). Acusado de contratar funcionários fantasmas no período em que foi vereador da cidade, Lins chegou a ser considerado foragido da Justiça enquanto viajava de férias com a família pela Disney. Ele se entregou em 25 de dezembro de 2016 e foi conduzido direto para a Penitenciária do Tremembé.

De acordo com o calendário os interrogatórios começam dia 28 de maio, com o Rogério Silva (irmão do vereador Ribamar Silva); depois segue com Karen Gaspar (filha do pré-candidato a deputado estadual e ex-secretário de saúde da Administração Lapas, José Gaspar); André Sacco, 20; o vereador e presidente do PSDB de Osasco, De Paula, dia 25; Valdomiro Ventura, 29; o vereador Josias da Juco, 6 de julho; o vereador Jair Assaf, 27; João Góis, 1 de agosto; o vereador Toniolo, 27; o vereador Batista Comunidade, 31; o vereador Alex da Academia, 5 de setembro; e Maluco Beleza 12. O prefeito Rogério Lins tem foro privilegiado.

Segundo o MP, deflagrada em agosto de 2015, a operação teve como objetivo desestruturar um esquema de funcionários fantasmas e captação de dinheiro de parte do salário dos assessores dos vereadores. Foram denunciadas 217 pessoas, entre vereadores, assessores e fantasmas. Na época, cerca de 200 chegaram a ser afastadas de seus cargos cautelarmente pela Justiça, a pedido do Ministério Público de São Paulo. Segundo estimativa do Gaeco de Osasco, coordenado pelo promotor de Justiça Gustavo Albano, o esquema desviou R$ 21 milhões.

Em dezembro de 2016, o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Osasco cumpriu 11 mandados de prisão preventiva contra vereadores de Osasco, acusados de manter funcionários fantasmas. Foram detidos e depois transferidos para Centros de Detenção Provisória, o presidente da Câmara, Jair Assaf, e ainda dos vereadores Antônio Toniolo, Josias da Juco, Andre Sacco, Alex da Academia, Rogério Silva, Batista Comunidade, De Paula, Valdomiro Ventura, João Gois e Maluco Beleza. A vereadora Andrea Capriotti, esposa do atual secretário de Transportes e Mobilidade Urbana, Osvaldo Vergínio, estava internada na UTI do Hospital Sino Brasileiro, após ter sofrido acidente de carro, ficou sob escolta na unidade de saúde.

big banner