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Primeira vitória dos professores contra a ‘reforma’ trabalhista

VENCEMOS 06 06
Jucelene Oliveira
junho14/ 2018

Cinco meses de muita luta da categoria, do Sinprosasco e de todos os sindicatos ligados à Fepesp, duas paralisações com enorme repercussão na mídia, uma ação no Tribunal Regional do Trabalho, diversas manifestações, assembleias e reuniões, incontáveis cartas abertas e milhares de professores mobilizados nas ruas. Esse foi o quadro que se desenhou em quatro meses de Campanha Salarial dos Professores. Destaque para os estudantes e familiares que ofereceram apoio e deram força ao movimento. Foi dessa maneira que a categoria mostrou que é possível enfrentar e vencer a ‘reforma’ trabalhista.

A manutenção de todos os direitos – principal reivindicação dos professores da educação básica – foi garantida. A proposta também assegurou reajuste de 2,14%, retroativo a 1º de março (data base), e participação nos lucros de 15%.

A proposta aprovada mantém todas as cláusulas da CCT até 28 de fevereiro de 2019, mas reduz o reajuste salarial de 3% para 2,14%. O Sieeesp (Sindicato Patronal) propôs alterar algumas cláusulas, como reduzir a bolsa de estudos de dois para um filho de professor e o recesso escolar do fim de ano, de 30 para 20 dias. Não aceitamos!

O acordo foi fechado em comunicado conjunto assinado ontem, 13, pelo Sieeesp e Fepesp, e está disponível no site do Sinprosasco (www.sinprosasco.org.br). A conquista não está apenas na Convenção. Os professores mostraram formas de organização que começaram nos locais de trabalho, ganharam as ruas nas aulas públicas e manifestações e encontraram unidade de luta nos sindicatos.

O desafio daqui para frente será manter e ampliar aquela que foi a maior conquista: acreditar na mobilização, na resistência e na luta. É isso que dará a possibilidade de alargar o horizonte das reivindicações da categoria.

Para o Ensino Superior, não foi diferente. O acordo também foi fechado depois de muita luta e empenho dos sindicatos, com a realização de assembleias e negociações árduas. Depois de aprovada em assembleia nos sindicatos, a nova Convenção Coletiva também já está assinada e valendo. Tem força de lei e dobra a reforma trabalhista: aqui, vale o negociado (melhor que a lei) do que o legislado! Ela tem vigência de dois anos, ou seja, vale até 29 de fevereiro de 2020. Para conferir a íntegra do acordo assinado pela Fepesp e seus sindicatos e o Semesp, sindicato das mantenedoras, acesse o site do Sinprosasco (www.sinprosasco.org.br).

Agora, é nenhum direito a menos e outros direitos a mais!

Jucelene Oliveira
Redação Sinprosasco

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