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PF faz buscas em Carapicuíba sobre desvio R$ 131 milhões em obras do Rodoanel

O Governador de São Paulo visitou as obras do Rodoanel Norte, na região do Jd.Antartica, zona norte de São Paulo. São Paulo 20/10/2015 - Foto: Eduardo Saraiva/A2IMG
portalregiaooeste
junho21/ 2018

Equipes da Polícia Federal estiveram em Carapicuíba na manhã desta quinta, 21, durante a operação Pedra no Caminho, que apura desvio de recursos públicos em obras do Rodoanel – Trecho Norte. Foram cumpridos 15 mandados de prisão temporária e 51 mandados de busca e apreensão, todos expedidos, a pedido da PF, pela 5ª Vara Criminal Federal de São Paulo, nas cidades de São Paulo, Carapicuíba, Arujá, Bofete, Ribeirão Preto e São Pedro, no estado de São Paulo e também em Marataízes e Itapemirim, no estado do Espírito Santo. De acordo com as investigações, durante a gestão do ex-governador Geraldo Alckmin teriam sido desviados cerca de R$ 131 milhões da obra.

O inquérito policial foi instaurado em 2016, após um ex-funcionário de uma empresa que atuou nas obras apresentar à Polícia Federal informações de possíveis manipulações em termos aditivos desta obra do Rodoanel, para aumentar o valor pago a empreiteiras, que já haviam vencido a licitação para realizar as obras.

As investigações apontam que aditivos contratuais, relacionados principalmente à fase de terraplanagem da obra, incluíam novos serviços para efetuar a remoção de rochas misturados ao solo. As provas produzidas no inquérito policial indicam que era previsível a existência de rochas no solo e, portanto, o projeto inicial já contemplaria o custo de sua remoção.

De acordo com os autos, no total, o acréscimo desses serviços teria ocasionado um sobrepreço de mais de R$ 131 milhões. Segundo perícia da PF e relatórios do Tribunal de Contas da União e da Controladoria Geral da União, em um dos cinco lotes onde houve aditivos relacionados a remoção dos matacões, houve apuração de sobrepreço da ordem de R$ 33 milhões.

Os investigados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de fraude à licitação, estelionato contra o Poder Público, falsidade ideológica e associação criminosa. Os presos permanecerão na sede da PF em São Paulo, à disposição da Justiça Federal.

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