• Hoje é: terça-feira, agosto 14, 2018

Petroleiros cruzam os braços e mantém greve de 72 horas

Alexandre Castilho2
portalregiaooeste
maio30/ 2018

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) iniciou na madrugada de quarta, 30, uma greve de 72 horas por todo o país. Entre as reivindicações estão a redução dos preços dos combustíveis, a saída do presidente da Petrobras, Pedro Parente, a manutenção dos empregos. A categoria manteve a paralisação mesmo depois do Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgar o movimento abusivo e estipular multa de R$ 500 mil por dia aos sindicatos.

Alexandre Castilho, diretor do Sindipetro Unificado de São Paulo, explicou detalhadamente à reportagem do Portal Região Oeste cada ponto da lista de reivindicações da categoria. O grupo pretende convencer o governo federal a baixar os preços da gasolina, diesel, gás de cozinha e outros combustíveis por meio da redução do preço dos produtos na refinaria. “Queremos que a Petrobras deixe de seguir a política de acompanhar integralmente os preços internacionais e retorne ao critério prioritário de dar maior peso no custo nacional de produção, o qual não se altera em função das influências dos conflitos no Oriente médio e na geopolitica em geral”, disse.

Os grevistas também querem aumentar a carga de produção das refinarias e substituir as importações de combustíveis por um atendimento nacional com preços mais competitivos. Segundo Castilho, com o aumento dos preços da Petrobrás acompanhando o mercado internacional, o mercado nacional que já é atendido com 30% de combustíveis importados obriga as refinarias nacionais a operar com 70% de sua capacidade instalada. “A Petrobrás tem condições de atender todo mercado Nacional, pois temos o Petróleo, a refinaria, os dutos para distribuição e preços competitivos afinal, os concorrentes não conseguiram competir com os preços Petrobras no período de 2002 até 2016. Hoje o Brasil está exportando óleo cru barato e importando gasolina cara e o povo brasileiro é quem paga a conta”.

A categoria também se coloca contra o desmonte da Petrobras e na defesa dos empregos. “Estão importando gasolina cara e reduzindo a carga de produção nas refinarias para desvalorizar e vender. Colocaram à venda 4 refinarias e 12 terminais localizados nas regiões Sul e Nordeste. Basta deixar o petroleiro trabalhar aumentando a carga de produção e reduzindo preços”.

Ele ainda fez um balanço sobre o preço do barril de petróleo. “No período de 2002 até 2014, mesmo com o barril de petróleo na faixa entre US$ 90 a 110 o preço de bomba ao consumidor era de R$ 2,20 a R$ 2,90 o litro da gasolina. Hoje, com o barril de petróleo na faixa de US$ 75, o litro da gasolina ao consumidor está em R$ 5,00”.

big banner