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Osasco tem 900 postos para coleta de óleo de cozinha usado

Óleo de cozinha Osasco
portalregiaooeste
abril08/ 2016

A cidade de Osasco conta há 8 anos com o “Projeto Biodiesel” responsável pela coleta sustentável de óleo de cozinha usado e sua transformação em combustível para uso veicular. Atualmente, o município abriga 900 pontos de coleta disponíveis para receber o óleo descartado pelos consumidores. Cada posto recebe uma “bomba” com capacidade para armazenar entre 50 e 60 litros do resíduo.

Quando a “bomba” enche, o líquido é recolhido pela Secretaria do Meio Ambiente e armazenado em um depósito da prefeitura em tanques com capacidade para receber mil litros de óleo usado cada. Ao chegar no volume de 5 mil litros de armazenamento, o destino final do resíduo é a empresa Dajac, produtora de biodiesel, parceira do projeto em Osasco.

Segundo a Secretaria do Meio Ambiente, por ser de origem não fóssil, o biodiesel reduz em 80% a emissão de poluentes atmosféricos quando utilizado em veículos e termoelétricas, se comparado a combustíveis usuais como o diesel, por exemplo.

Para estimular a doação do olho de cozinha, a Secretaria do Meio Ambiente realiza várias ações. Nas escolas de educação infantil do município, são promovidas palestras e gincanas entre os alunos que atuam como agentes multiplicadores levando aos pais a importância do descarte correto do óleo de cozinha. A secretaria ainda atua com mutirões de coleta, visita casas e oferece palestras em instituições.

Além disso, quem contribui com o projeto, em troca ao fornecimento do óleo usado, pode receber da prefeitura, por meio das empresas parceiras do programa, produtos como detergente, água sanitária e óleo de cozinha novo, o que garante a sustentabilidade do “Projeto Biodiesel”.

Durante os anos de atuação, o projeto registrou a coleta de 360 mil litros de Óleo de Gordura Residual. Porém, mesmo com o crescimento gradual no volume reciclado, a coleta mensal é ainda considerada baixa, segundo a Secretaria do Meio Ambiente. Para os especialistas, numa cidade como Osasco onde existem cerca de 180 mil moradias, o volume ideal gerado, coletado e reciclado num cenário de grande mobilização social seria de 50 e 70 mil litros/mês.

O principal agravante em relação ao descarte incorreto do material é que o despejo nas pias, vasos sanitários, ou até mesmo o envio deste resíduo para aterros sanitários agrava a situação ambiental. O componente do óleo quando descartado incorretamente resulta no alto índice de obstruções da rede coletora de esgoto e poluição de mananciais e rios.

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