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Osasco: passagem de ônibus vai a R$ 4,35, uma das mais caras do país

onibus1024
portalregiaooeste
janeiro09/ 2018

 

Passagem de ônibus a R$ 4,35. Esta é a realidade em Osasco desde o domingo, 7 de janeiro. O aumento de R$ 0,15 é mais uma forte pancada no já combalido orçamento das famílias. Em São Paulo, onde as distâncias percorridas geralmente são muito maiores, a tarifa é de R$ 4,00, já com o reajuste.

“Minha indignação é porque em São Paulo, que é uma megacidade, você consegue rodar o município inteiro praticamente com o atual valor da passagem, que é de R$ 4,00. Aqui em Osasco, se você precisar pegar três conduções, tem que pagar as três no valor atual de R$ 4,35 cada. Na minha opinião não haveria necessidade desse reajuste”, reclamou Edemelson Andrade, por meio das redes sociais.

Por meio de nota oficial, o prefeito de Osasco, Rogério Lins (PODEMOS), afirmou que “o reajuste na passagem de ônibus permite manter a qualidade dos serviços e os investimentos no transporte público do município.” Mas segundo os usuários, a qualidade do transporte coletivo em Osasco não é boa. “As linhas 037 e 007 estão sempre lotadas, sem qualidade nenhuma. Isso sem falar na 010, que é o maior trajeto de Osasco e só anda com o povo pra fora”, reclamou a usuária Zeca Pereira Serra.

A nova tarifa, conforme a nota, foi aprovada pelo Comurb (Conselho Municipal de Mobilidade Urbana) e pelas cidades que compõem o Cioeste (Osasco, Barueri, Carapicuíba, Jandira, Itapevi e Santana de Parnaíba). “É um absurdo. As autoridades locais deveriam rever estes valores para não prejudicar mais ainda o cidadão que utiliza o transporte público, colaborando com a diminuição do número de carros nas ruas”, afirmou Munir Bechara, por meio das redes sociais.

Em Barueri, Carapicuíba, Itapevi e Santana de Parnaíba as tarifas também subiram de R$ 4,20 para R$ 4,35. Na maioria das cidades o novo valor já entrou em vigor. Em Carapicuíba, a tarifa começa a partir da zero hora de quarta-feira, 10.

Bilhete Único
Uma das metas de campanha de Rogério Lins, em 2016, foi a implantação do Bilhete Único. Na época, o então candidato afirmava que a criação deste sistema havia sido proposta há doze anos e nunca tinha saído saiu do papel. Após um ano como prefeito, Lins também não viabilizou o Bilhete Único que, até agora, segue apenas como promessa. “Esse valor só valeria se tivesse integração na cidade, mas andar um quilômetro e gastar R$ 4,35 não dá”, disse Fabiane Viana Guimarães.

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