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Osasco e Carapicuíba são alvo de operação contra pedofilia

Pedofilia x internet
portalregiaooeste
outubro21/ 2017

Osasco e Carapicuíba estiveram entre as cidades de 24 estados e do Distrito Federal que foram alvo, nesta sexta-feira, de uma operação da Polícia Civil contra a pedofilia, chamada de Luz da Infância. Somente no Estado de São Paulo, foram 25 prisões em flagrantes. Nas duas cidades da região, não houve detidos. Mas foram feitas apreensões de computadores e de imagens. O material apreendido, no Estado, incluía vídeos de bebês sendo molestados e uma cartilha com orientações de como abordar crianças

Uma parceria firmada, há seis meses, entre a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), órgão subordinado ao Ministério da Justiça, e a Polícia Civil dos estados deu origem às investigações, que também tiveram apoio da embaixada americana para desbaratar uma rede que atuava na chamada “deep web” ou “darknet”, a internet obscura, que não pode ser acessada pelos meios convencionais e pela qual essas imagens eram compartilhadas.
A operação contou com 1.108 policiais para mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva. A polícia efetuou um total de 108 prisões, 157 mandados cumpridos e 151.508 arquivos foram rastreados.

Além das 25 detenções em São Paulo, foram presas pessoas no Rio Grande do Sul (9), Minas Gerais (9), Goiás (9), Bahia (8), Paraná (6), Distrito Federal (6), Pará (6), Rondônia (4), Sergipe (4), Santa Catarina (3), Tocantins (3), Amazonas (2), Pernambuco (2), Ceará (2), Maranhão (2), Mato Grosso do Sul (2), Rio de Janeiro (2), Rio Grande do Norte (1), Espírito Santo (1), Acre (1) e Paraíba (1). Nos estados de Alagoas, Roraima e Mato Grosso não houve prisões, apenas busca e apreensão de materiais.

O armazenamento desses arquivos gera uma pena de 1 a 4 anos de reclusão – mas é um crime afiançável. Dos 25 presos paulistas, 23 pagaram fiança e foram liberados. Já compartilhar as imagens é crime com pena entre 2 e 6 anos de prisão, mas o juiz que determina, em audiência de custódia, se o acusado fica preso ou responde ao processo em liberdade.

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