• Hoje é: quinta-feira, agosto 18, 2022

“Osasco corre risco de virar cidade-dormitório”, alerta Valmir Prascidelli

Valmir Lançamento 01
portalregiaooeste
julho01/ 2016

Verticalização sem planejamento, e que acontece com aval da administração municipal, é a causa desse perigo, afirma o deputado federal e pré-candidato a prefeito pelo PT

O deputado federal e pré-candidato a prefeito de Osasco pelo PT, Valmir Prascidelli, trabalha atualmente em duas frentes na preparação da campanha eleitoral: a escolha de seu vive e a elaboração do plano de governo.

No primeiro caso, segundo ele, os nomes ainda estão sendo avaliados. “Temos o (deputado estadual) Marcos Martins, mas também lideranças sindicais e estamos ainda conversando com alguns partidos com os quais podemos coligar”, explicou ele, em entrevista coletiva, concedida na última quarta-feira, 29/6.

Já quanto ao plano de governo, Prascidelli afirma que ele terá, como bases, a saúde, a segurança, a educação e o desenvolvimento urbano. Segundo o deputado, a questão do uso do solo é importante porque Osasco sofre uma verticalização sem planejamento, com aval da administração municipal. “A cidade tem se verticalizado intensamente, o que pode fazer com que vire uma cidade dormitório sem perspectivas de crescimento econômico. Hoje não tem um caminho estruturado pelo poder público que possa dar uma condição de visualização de um crescimento nesta área que seja mais adequado para a sua população”, afirmou.

Quanto à saúde, Prascidelli afirmou que “visivelmente” é o setor que mais apresenta problemas na cidade, mas também fez críticas à atuação de Lapas no quesito segurança pública. “A exigência da população com relação a um serviço de saúde mais adequado é clara. Já a segurança pública é de responsabilidade do governo estadual, mas é inadmissível que um prefeito de uma cidade da importância que tem Osasco não faça uma cobrança mais contundente e denuncie (os problemas)”, completou.

Ele também respondeu a alfinetadas, feitas recentemente por Lapas, afirmando que o deputado não traz recursos suficientes de Brasília para ajudar a cidade. “Cheguei em meio a uma turbulência política e tive presença nas principais comissões. Articulo com outros 70 deputados de São Paulo, inclusive de outros partidos, como o PSDB. Consegui uma emenda e ela deveria ser ressaltada positivamente pelo Lapas. Fiz meu papel e coloquei no orçamento. Agora, o prefeito precisa também ter um empenho maior nesse sentido”, avaliou.

Sobre a saída de Lapas do PT, o tema também foi abordado pelo presidente estadual da legenda Emidio de Souza, que participou da coletiva e será o coordenador geral da campanha à prefeitura na cidade. “O Jorge Lapas escolheu o caminho dele e nós, o nosso”

big banner