• Hoje é: terça-feira, setembro 17, 2019

“O senhor (Sérgio Moro) vai estar sim nos livros de História, como um juiz que se corrompeu, como um juiz ladrão”, dispara deputado Glauber Braga.

Moro Vaza 02
portalregiaooeste
julho03/ 2019

Em audiência no Congresso que durou aproximadamente oito horas, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro disse que a divulgação de mensagens atribuídas a ele e a procuradores da Lava Jato é uma tentativa criminosa de invalidar condenações. O ministro da Justiça falou aos deputados federais integrantes de três comissões da Câmara sobre o conteúdo revelado pelo site “The Intercept Brasil”. Na oportunidade, o ministro voltou a destacar que não reconhece as mensagens.

A sessão terminou de maneira tumultuada, quando o clima acirrado ficou incontrolável, após o parlamentar Glauber Braga (PSOL-RJ) atacar o governista e chamá-lo de “juiz ladrão”.

“A história não absolverá o senhor. Da história o senhor não pode se esconder. E o senhor vai estar sim nos livros de História, como um juiz que se corrompeu, como um juiz ladrão”, atacou.

Durante a sessão, bate-bocas foram inevitáveis e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Felipe Francischini, teve de intervir várias vezes.

Ainda durante a audiência na Câmara, a deputada Erika Kokay, do PT, acusou Sérgio Moro de ferir o Código de Ética da Magistratura e cometer crimes ao interferir no trabalho do Ministério Público.

Escoltado por seguranças, o ministro da Justiça deixou a sala sob gritos de “fujão” entoados pelos oposicionistas. A deputada Professora Marcivania, do PCdoB, que comandava a CCJ encerrou a sessão, mas voltou atrás e houve mais bate-boca com o presidente do colegiado. Felipe Francischini assumiu, então, o posto, finalizou os trabalhos e disse que Sérgio Moro não será mais convocado para falar sobre o vazamento de mensagens.

EMBATE
Em entrevista nesta quarta-feira, 3/7, a Revista Veja, o deputado fluminense Glauber Braga afirmou que “não sabia que Moro era tão covarde”. “Me surpreendeu o grau de covardia. O ministro não aguentou o primeiro embate quando confrontando com a verdade e saiu. Não sabia que ele era tão covarde como se apresentou ontem. Não retiro uma palavra do que eu disse. Eu fiz uma analogia com o jogo de futebol, em que você tem um juiz que se corrompe, passa integrar um dos times e recebe uma recompensa por causa disso. O nome disso é corrupção e, na linguagem popular, se chama de juiz ladrão”, alfinetou.

big banner