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No “Francisco Rossi e você”, João Paulo fala sobre eleição, vacinas, Lula e Bolsonaro

Rossi e JP
portalregiaooeste
dezembro16/ 2021

O programa “Francisco Rossi e você”, da rádio Nova Difusora, em Osasco (SP), recebeu o ex-deputado federal João Paulo Cunha (PT) nesta quarta-feira, 15 de dezembro. Durante uma hora e meia, o petista falou sobre seu futuro político, fez uma análise sobre o momento pelo qual passa o Brasil e comentou as pesquisas eleitorais que dão ampla vantagem a Lula, entre outros temas.

Uma das primeiras perguntas feitas por Rossi foi sobre uma possível candidatura de João Paulo a deputado federal, em 2022. “Ainda não decidi se serei candidato na próxima eleição. Estou avaliando, conversando com bastante gente. Sabe, Rossi, eu liderei a bancada do PT na Câmara, com 56 deputados, fui presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e depois presidi a Câmara. Então, só posso colocar minha candidatura se os motivos forem fortes. Estou pensando e, dentro de uns dois meses, devo decidir”, disse o petista.

Ao ser questionado como avalia a pesquisa IPEC (sucessor do Ibope), divulgada na terça-feira, 14 de dezembro, que dá 48% das intenções de voto a Lula, João Paulo disse que o cenário é sim favorável ao ex-presidente. “Pesquisa é o retrato de um momento e eu acredito que os números revelam um cenário real. Agora, isto não significa que na eleição o cenário será o mesmo. Há uma combinação de fatores para colocar o presidente Lula em primeiro lugar neste momento. Uma parte do povo está comparando as duas administrações e isso está dando ao Lula uma certa vantagem. Depois, há uma divisão maior no centro direita do que no centro esquerda entre os candidatos que podem disputar a presidência. E também há um clima no país de muita instabilidade. A atuação do Bolsonaro acaba gerando muita crise, muita briga e o povo brasileiro não gosta muito disso. Caso a eleição fosse hoje, o presidente Lula teria chances reais de vencer no primeiro turno. Acho que a tarefa do Lula e do PT é conseguir alargar cada vez mais esse apoio e alcançar a vitória em outubro. É possível, mas não será fácil.”

Sobre o pleito de 2018, o ex-deputado foi assertivo. “Aquela foi uma eleição atípica, porque o sistema tirou o Lula da disputa. O Bolsonaro só ganhou porque não era o Lula. E mesmo com o Haddad ainda teve segundo turno e a diferença foi pouca. O Lula foi preso injustamente por um juiz tendencioso e parcial. Tanto que o STF julgou a parcialidade dele e anulou todos os atos que culminaram na prisão do presidente Lula. E hoje não há nenhum crime que pese contra ele, que será candidato tranquilamente.”

Ao falar sobre economia, João Paulo não poupou críticas ao atual modelo de gestão adotado pela Petrobras. “A gasolina, na época do Lula, era R$ 2,00 o litro. Hoje tá sete. As pessoas falam que é o imposto, mas o ICMS na época do Lula é o mesmo de agora. A política atual para os combustíveis é errada. Ela está atrelada ao dólar por opção da Petrobras e não precisava ser. Pensem: por que o botijão de gás custava 30, 40 e hoje custa 100 reais? E todo esse lucro da Petrobras vai para os acionistas, que estão ganhando muito dinheiro, enquanto o povo sofre.”

Europa e Argentina
Em novembro, Lula esteve na Europa para participar de encontros com autoridades. João Paulo destacou como o ex-presidente foi tratado. “O Lula foi recebido pelos presidentes nos países da Europa por onde passou (França, Alemanha, Espanha e Bélgica) como se fosse um estadista. Ele esteve na Argentina agora e falou para mais de 200 mil pessoas numa praça. Há o reconhecimento mundial de que o Lula é uma personalidade política que merece ser respeitada.”

Campanha 2022
Para o ex-deputado, a campanha do próximo ano será difícil. “Vai ser uma campanha suja. Por exemplo, quem ajudou a eleger o Bolsonaro foi a facada. E dessa vez não vai ter facada. As fakenews rodaram o país inteiro, mas agora haverá um rigor maior. As pessoas vão tomar mais cuidado.”

Bolsonaro
João Paulo também foi direto ao falar sobre o atual governo federal. “A gestão do presidente Bolsonaro é ruim para o país. O Brasil não vai crescer nada este ano e, provavelmente, nem em 2022. Veja, tivemos muita demora para comprar as vacinas, tivemos atraso para a liberação de recursos para os pequenos empresários enfrentarem a pandemia e fatos como esses acabaram afetando a economia. Países como Estados Unidos, Alemanha e outros investiram trilhões de dólares para que as economias conseguissem continuar. E o Brasil ficou estagnado.”

Vacina
Ao falar sobre a Covid, o ex-deputado lamentou a demora na compra e aplicação das vacinas. “Eu sou favorável ao passaporte da vacina e a qualquer medida que evite a expansão dessa doença. Já tomei a terceira dose, mas acho que demoramos pra engatar a vacinação no país. Poderíamos ter evitado pelo menos 400 mil mortes se tivéssemos andado mais rápido com a vacinação.”

O programa também contou com a participação de Claudio Magno (Claudinho), escrivão chefe do 10º DP de Osasco.

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