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Nesta sexta-feira, 14 de junho, não tem aula!

greve_junho
Jucelene Oliveira
junho11/ 2019

Texto: Diretoria Sinprosasco

Por que devemos parar no dia 14 de junho?

Porque já demos o exemplo no dia 15 de Maio, quando realizamos a Greve Nacional da Educação contra a proposta da reforma da Previdência e cortes na educação pública. Também devemos parar porque no dia 30 de Maio os estudantes se organizaram e pararam, com o apoio dos sindicatos e movimentos populares, engrossando ainda mais nossa luta e nossa voz.

Devemos parar para exigir uma Previdência Social digna, que garanta a sobrevivência daquelas pessoas que dedicaram grande parte de suas vidas ao trabalho e que também contribuíram para isso. Não é justo agora que elas percam a possibilidade de se aposentar.

Devemos parar pelo Brasil, pela soberania nacional, por um projeto de educação que crie efetivamente pessoas com senso crítico e com a possibilidade de se transformar em cidadãos livres e soberanos. Que não se sintam pressionados por uma política que está mais interessada em armas do que em livros.

Devemos parar em defesa da aposentadoria de milhares de brasileiros, pois se a reforma da Previdência for aprovada, os brasileiros trabalharão até morrer e provavelmente não conseguirão se aposentar. Devemos parar pela educação, por um País democrático e justo a todos.

No dia 15 de maio os professores da rede pública e particular, diversos sindicatos, movimentos populares, alunos e a sociedade como um todo foram responsáveis pelo primeiro grande protesto contra o atual governo. Segundo a Confederação Nacional de Trabalhadores da Educação (CNTE), mais de 1 milhão de pessoas participaram dos protestos contra o governo de Jair Bolsonaro (PSL). As paralisações ocorreram em todos os estados do Brasil e no DF. Houve manifestações em mais de 200 cidades do país.

Já no dia 30 de Maio, o que se viu foi mais organizações e protestos pelo País. Esse dia foi reservado para o segundo dia de protestos em defesa da educação. Até o final do dia, atos foram registrados em ao menos 129 cidades de 25 estados e do Distrito Federal. O protesto em São Paulo ocorreu no Largo da Batata e fechou a Avenida Faria Lima no sentido Rebouças. Os manifestantes abriram uma grande faixa com a frase “O Brasil se une pela educação” e seguiram com o ato até a Avenida Paulista.

“Os (atos dos) dias 15 e 30 foram importantes na construção do 14 de Junho, para discutir os cortes na educação e o desmonte da Previdência.
Isso mostra que temos força para fazer uma greve geral enorme”, disse o presidente da CUT, Vagner Freitas, em entrevista no dia 31/05 para a Rádio Brasil Atual.

Professor(a), procure o sindicato!

É muito importante que a categoria entenda as motivações para esta greve geral e se uma numa só voz. Trata-se de defender nosso direito ao amparo na velhice, contra a proposta de reforma da Previdência, e de defender a educação no Brasil como uma questão de soberania nacional.

E agora, com a repercussão do vazamento de conversas entre quem investiga, quem acusa e quem julga, no âmbito da operação Lava Jato, fica patente que o protesto de 14 de junho deve ser também pela defesa da Justiça – imparcial, isenta, rápida e para todos.

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