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Museu de Osasco sofre com o abandono de Lins

Foto: Secretaria da Cultura de Osasco
portalregiaooeste
setembro04/ 2018

O triste episódio do incêndio que destruiu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, neste domingo, 2, e que destruiu parte importante da história do Brasil, fez com que muita gente voltasse suas atenções para o total estado de abandono do Museu de Osasco. As discussões em torno da falta de segurança e de manutenção do importante espaço da cidade, tomou as mídias sociais e choveram críticas à falta de investimento por parte do prefeito Rogério Lins (PODEMOS), ao Museu que vem se deteriorando pouco a pouco, com salas fechadas, falta de zeladoria, madeiramento sofrendo com ação do tempo e pintura descascada.

Na segunda-feira, um dia após o incêndio, motivados por vídeos de formadores de opinião de Osasco que destacavam “a falta de competência e de profissionalismo dos gestores da Cultura de Osasco”, muitos internautas também deixaram mensagens sobre a preocupação com o Museu. Em uma dessas postagens, o seguidor lembrou a necessidade do laudo dos bombeiros; combate de roedores e cupins; segurança das obras existentes; segurança aos visitantes e o monitoramento constante do acervo. “Será que temos, ou teremos?”, questiona. Uma questão que é pouco mencionado, mas é tão importante quanto as outras demandas, é o período de visitação, fechado aos sábados, domingos e feriados.

O chalé em estilo europeu, localizado na avenida dos Autonomistas, 4001, foi construído pelo banqueiro Giovanni Brícola, e hoje abriga o Museu de Osasco. Na casa, também morou o inventor Dimitri Sensaud de Lavaud, que, em 1910, construiu um aeroplano e realizou o primeiro voo na América do Sul, em Osasco. No acervo do Museu estão documentos, obras de arte, fotos, livros e objetos que mantêm viva a história da cidade.

Em 2007, a Prefeitura deu início a obra de restauração do Museu. Na época, o serviço foi feito cooperativamente com jovens do curso de capacitação profissional em restauro de Patrimônio Cultural, cerca de 100 pessoas foram empregadas. Passados 11 anos da obra de restauração que respeitou a arquitetura do casarão e não mudou sua estrutura, o espaço está totalmente abandonado, com salas interditadas, mato alto que evidencia a falta de zeladoria, pintura descascada, madeiramento destruído e portas e janelas danificadas.

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